Startup promove uso de cannabis medicinal para tratar problemas comuns do cotidiano

A empresária Ana Júlia Kiss diz que canabidiol deveria ser usado para tratar libido, TPM, sono e imunidade, e não só doenças crônicas

Publicada em 28/11/2023

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Com informações do Portal Ig

A startup Humora foi criada pela criada pela empresária Ana Júlia Kiss para promover o bem estar para pessoas com problemas como falta e sono, TPM e baixa imunidade. A produção dos derivados da plata acontece nos Estados Unidos, mas a comercialização é no Brasil.

Em entrevista ao Portal IG, Ana contou que foi preparada para comandar a empresa familiar, a Adecol. Em 2017, a executiva vendeu a empresa para o grupo HB Fuller. Ana continuou na operação, onde gerenciava um orçamento de US$ 110 milhões em negociações e compras para toda a América. Em 2020, ela saiu da empresa e decidiu tirar um ano sabático. Passou a viver em um trailer, em busca de autodescoberta profissional e pessoal.

A fundação da Humora aconteceu em um momento em que Ana passou a ser investidora-anjo de startups focadas em sustentabilidade e/ou liderada por mulheres. Foi quando ela começou a ampliar seu entendimento sobre o mercado global em alta de medicamentos à base da Cannabis sativa. A Humora foi fundada com os alguns pilares: a visão feminina, o coletivo, ESG.

Segundo a empresária, o uso da cannabis medicinal no Brasil está sempre associado a alguma doença crônica, mas na visão dela os benefícios medicinais da planta poderia ser utilizado de uma forma mais ampla. "Todo mundo tem um sistema endocannabinoide no corpo. É como a vitamina C, todo mundo deveria ter acesso e deveria usar o canabidiol, para libido, TPM, sono, imunidade. Não são para doenças".

A empresa também tem um cuidado com ESG e nasce com três selos sociais, apoiando duas ONGs, a Cultive, que faz óleos e distribui para classe baixa, e o grupo Humanitas 360, de Patrícia Villela, que tem um trabalho com mulheres egressas do sistema prisional.

A empresa também tem o selo Eu Reciclo, com o intuito de negativar o impacto de resíduos e compensa a emissão de carbono de seus fretes aéreos.

"Nosso produto é tecnológico. A maioria dos medicamentos parece um floral de Bach, e vem em frascos com base de óleo. O nosso é um spray, à base de água, que o corpo absorve melhor", finalizou Ana Júlia em entrevista ao IG.