Pedido de importação de CBD aumenta 86,13% em um ano

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Para o neurocirurgião Pedro Pierro, a questão principal relacionada ao aumento de pedidos de importação de CBD é o maior espaço na mídia que esse tipo de produto está alcançando (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Caroline Vaz (texto) / Charles Vilela (edição)

Em 2020, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu cerca de 15.800 solicitações de importação de medicamentos e produtos feitos à base de canabidiol (CBD), principal ativo da Cannabis. O número é 86,13% maior do que o registrado em 2019. Comprovadamente, o CBD pode ajudar a tratar condições como dor crônica, ansiedade, depressão, autismo, epilepsia, fibromialgia, e muitas outras. 

Com isso, o aumento dos pedidos de importação foram aumentando exponencialmente ano após ano. Se comparado com o total de solicitações realizadas em 2015 (850), o aumento foi de 1.766%. Segundo dados fornecidos pela Anvisa ao Sechat, em 2016, os pedidos totalizaram 872, em 2017, 2.101, em 2018, 3.517, em 2019, 8.522 e, em 2020, o número chegou a 15.862. 

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O papel da mídia

Para o neurocirurgião Pedro Pierro, sócio e diretor-científico do Sechat e um dos primeiros médicos a prescrever cannabis medicinal no Brasil, a questão principal relacionada ao aumento de pedidos de importação de CBD é o maior espaço na mídia que esse tipo de produto está alcançando. “Esse assunto vem sendo cada vez mais tratado na mídia e isso vem trazendo para as pessoas uma esperança maior para o tratamentos dos seus filhos e entes queridos”, disse.

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Em contrapartida, mesmo que os números dos pedidos de importação feitos à Anvisa estejam em crescimento constante, a demanda pelos medicamentos vinda das associações continua sendo maior. Segundo Pierro, somando o número de associados de todas as associações do país, são praticamente quase 30 mil pacientes, número significativamente maior dos pedidos de importação registrados pela Anvisa. Para ele, isso deve-se à popularidade das associações. “Esse número aumenta conforme as pessoas passam a ver que não é modismo, que é algo que existe há muitos anos e tem uma criança que depende disso. A mídia está mostrando os resultados positivos e insiste na ideia de que o uso medicinal não é droga, e assim você quebra o preconceito”, disse.

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