Prati-Donaduzzi sai na frente com o primeiro registro de CBD

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Eder Fernando Maffissoni, diretor-presidente da Prati-Donaduzzi

Valéria França

Duas notícias animaram o mercado nesta quarta-feira (22). Para começar o dia, o Diário Oficial da União tornou público o primeiro registro da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) de medicamento à base de Cannabis. Em plena pandemia da Covid-19, o órgão demorou apenas 45 dias para dar o aval de comercialização. O mercado não estava esperando nenhum medicamento antes do segundo semestre.

Trata-se de um fitofármaco do laboratório Prati-Donaduzzi, empresa do oeste do Paraná, que se autointitula a maior na produção de genéricos. O produto é uma solução oral de canabidiol (CBD) puro, livre de THC (substância com efeito psicoativo), de 200 mg/ml.

O medicamento está no fim da fase III do estudo clínico, realizado com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, através de uma parceria público-privada. Prati-Donaduzzi promete que em maio o Canabidiol estará nas farmácias.

“Como forma de valorizar e reconhecer todas as mães que lutam pelo direito de acesso ao tratamento de seus filhos, nosso objetivo é que o Canabidiol Prati-Donaduzzi esteja disponível nas farmácias do Brasil até o dia das Mães”, disse o diretor-presidente da farmacêutica Eder Fernando Maffissoni. O medicamento é indicado principalmente para epilepsia refratária infantil. A Prati não divulgou o preço do medicamento até a publicação desta matéria.

“A empresa merece os parabéns, pois saíram na frente dos concorrentes”, disse Fabrício Pamplona, psicofarmacologista de canabinoides. “A Prati tem a vantagem de ser uma empresa de fármacos. Por isso conseguiu atender mais rapidamente as exigências da Anvisa para o registro.” Segundo ele, as empresas canadenses estão com mais dificuldades porque não são da área.

Mercado esperava um medicamento sintético 

A segunda notícia que chama a atenção – principalmente dos que conhecem a história da empresa– é de o medicamento registrado não ser sintético Trata-se de um fitofármaco, portanto produzido a partir de matéria prima natural.

Em 2019, a Prati-Donaduzzi trabalhou muito nos bastidores divulgando o projeto de fabricar um canabidiol sintético, ideia defendida pelo então ministro Osmar Terra. Na época, a Anvisa realizava as audiências públicas para nova regulação do comércio e cultivo dos medicamentos à base de Cannabis. Terra alardeava pelas redes sociais que não seria necessário plantar a erva para ter os medicamentos.

Em agosto de 2019, a Prati conseguiu uma contrapartida – isenção de impostos – do governo do Ceará para construir a nova unidade da empresa no estado. Em dezembro, a Anvisa divulgou as novas normas de comercialização da Cannabis, mas não seguiu em frente com a questão do cultivo.

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