‘SUS’ do Reino Unido fornece prescrição de Cannabis medicinal vitalícia a garoto com epilepsia

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Em novembro de 2018, as leis do Reino Unido sobre a cannabis medicinal foram flexibilizadas (Foto: Divulgação/NHS)

Em uma decisão histórica, o adolescente gravemente epiléptico, Billy Caldwell, se tornará o primeiro paciente do Reino Unido a receber Cannabis medicinal prescrita pelo NHS. Após anos de campanha, os especialistas afirmam que a mudança pode abrir caminho para que milhares de pacientes recebam o tratamento em todo o Reino Unido.

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O primeiro lote de remédio de Billy, prescrito por um médico particular, mas financiado pelo NHS, chegará em 1º de novembro. Charlotte Caldwell, a mãe de Billy, que vinha lutando com as autoridades, falou com a BBC sobre a decisão histórica. “Significa tudo para Billy. Este é o medicamento que o manteve vivo nos últimos quatro anos. Billy já teve acesso à Cannabis medicinal por meio de receita privada antes e está controlando suas convulsões com risco de vida. Também estou pensando nos grandes grupos de pacientes que apoio. Temos pacientes com Esclerose Múltipla (EM), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), epilepsia, dor crônica.”

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Para ajudar quem precisa, a Sapphire Medical Clinics acaba de anunciar que oferecerão produtos de Cannabis medicinal manufaturados no Reino Unido com um custo mais acessível. “Há 1,4 milhão de pacientes que ainda estão sendo negados, então eles se tratam com cannabis do mercado negro”, disse.

Mikael Sodergren, diretor executivo e líder acadêmico da Sapphire Medical Clinics, disse à BBC que a decisão sobre Billy foi “significativa”. “Em primeiro lugar, há um jovem que se beneficia com este medicamento e, de certa forma, ele pode ser descrito como capaz de salvar vidas. Em uma análise mais ampla, esta é a primeira vez que este mecanismo foi estabelecido pelo NHS para avaliar esses casos que não se enquadram nas orientações do NICE – neste caso, para epilepsia infantil refratária grave”, declarou. “Talvez nos próximos meses e anos isso se abra para outras condições em que esses medicamentos tenham consequências realmente transformadoras.”

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Billy tinha centenas de ataques por dia e, por isso, sua mãe decidiu levá-lo a um centro especializado em epilepsia nos Estados Unidos. Os médicos não puderam operá-lo, pois isso teria causado “danos catastróficos” à sua fala e memória, então, em vez disso, eles o encaminharam para um especialista em Cannabis medicinal.

Em 2018, a notícia da apreensão do óleo de cannabis de Billy no aeroporto de Heathrow gerou raiva no Reino Unido. Após a provação, o menino foi internado em um hospital e estava lutando por sua vida. Poucos meses depois, em novembro de 2018, as leis do Reino Unido sobre a Cannabis medicinal foram flexibilizadas para que médicos e profissionais pudessem prescrever alguns medicamentos derivados da cannabis aos pacientes.

Fonte: Roland Sebestyén/Canex

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