Cannabis e religião: entenda a relação entre eles

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(Imagem: Reprodução Maryjuana)

Curadoria e edição Sechat, com informações de Tabacaria da Mata

Atualmente, poucas pessoas sabem, mas cannabis e religião sempre estiveram juntas na história da civilização. A erva é utilizada pelos adeptos de diversas crenças como uma forma de abrir a mente para experiências transcendentais, de modo a melhorar a capacidade de induzir novas percepções espirituais. Assim, é importante aprender sobre o potencial místico da cannabis entre as diversas culturas religiosas.

Dessa forma, neste post, apresentaremos sobre como é o uso da maconha em cada uma das religiões, trazendo algumas curiosidades.

Hinduísmo

A cannabis é considerada um dos principais objetos de veneração na religião Hindu, sendo uma das 5 plantas sagradas, conforme o Atharva Veda — uma das escrituras védicas do Hinduísmo. Esse livro sagrado descreve que a erva foi semeada diretamente do céu para terra, o que revela ainda mais o potencial místico dessa planta para essa cultura.

Uma página do Atharva Veda 
Samhita, sua camada de texto mais antiga. (Foto: Reprodução)

Além disso, é uma tradição do hinduísmo, conhecida como fita quente, ter o hábito sagrado de oferecer uma tigela cheia de maconha para os adeptos da religião durante o festival Durga Puja. De modo geral, a Cannabis é reconhecida como uma fonte de felicidade, alegria e libertação para que as pessoas possam se deleitar e acabar com os medos que as afrontam na vida.

Rastafári

Rastas costuma reclamar a 
bandeira da Etiópia , usada durante o reinado de Haile Selassie. (Foto: Reprodução)

Além do Hinduísmo, outra religião que utiliza a cannabis como forma de obter experiências transcendentais é a Rastafári. Trata-se de um movimento religioso de origem africana, mas que se desenvolveu principalmente na Jamaica. Ele utiliza a erva para diversos tipos de cerimônias, como secção de arrazoamento e realização de preces.

Para o Rastafári, a maconha é uma planta sagrada que aumenta a consciência, proporcionando mais prazer e bem-estar, além de ser uma ótima forma de eliminar as energias negativas e enfrentar os problemas do dia a dia. Para os rastas, essa planta é muito importante, pois ela ajuda o homem a estar mais perto de Jah, bem como é uma forma de iluminar a mente para compreender as profundezas da vida.

Taoismo

Cannabis e religião tem uma relação muito especial no Taoismo, pois esse sistema de crença chinês utiliza a planta com o objetivo de proporcionar maior equilíbrio entre todas as coisas presentes no universo — conhecido pelo símbolo yin e yang. É comum também nessa cultura misturar a maconha com outras substâncias, como o ginseng para obter conhecimentos sobrenaturais e a infusão da planta com o vinho para a cura de doenças.

Tao , uma palavra chinesa que significa “caminho”, “caminho”, “rota”, “estrada” ou, às vezes, mais vagamente “doutrina”. (Foto: Reprodução)

Xintoísmo

Santuário de Itsukushima, um Patrimônio da Humanidade pela UNESCO (Foto: Reprodução)

A cannabis é muito utilizado na religião indígena do Japão, conhecida como Xintoísmo. Nela, usa-se a erva para espantar maus espíritos e trazer mais proteção para a vida das pessoas. Um fato curioso é que os pesquisadores dizem que geralmente as noivas usavam véus feitos de cannabis nos casamentos, representando a pureza da cerimônia.

Budismo

Por fim, mais uma das religiões que utilizam a maconha em suas tradições é o Budismo. Para os adeptos dessa crença, consumir a planta melhora a consciência para a realização de cerimônias, além de trazer mais disposição para os momentos de oração e meditação, deixando as pessoas espiritualmente mais sensíveis.

A grande estátua do Buda Amitaba em Kamakura, no Japão. (Foto: Reprodução)

Neste post, apresentamos quais são as relações entre a cannabis e religião, destacando como algumas delas utilizam a planta em suas tradições como uma forma de abrir a mente dos adeptos para experiências transcendentais.

Texto: Michael Da Mata

Confira também a história das freiras californianas que cultivam e comercializam a cannabis medicinal.

Reprodução: youtube/Blog Reflexões

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