CBD pode auxiliar no tratamento de doenças predominantes na infância

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Em casos genéricos, o uso adequado do CBD no tratamento de crianças, com acompanhamento clínico correto, pode ter efeitos positivos na redução de comportamentos como agressividade, raiva e irritabilidade (Foto: Sharon Mccutcheon/Pexels)

Por Sechat Conteúdo (Curadoria e edição de Charles Vilela)

A cada dia que passa o CBD se torna mais popular. Você que está lendo esse texto, e possivelmente já tenha algum conhecimento sobre o uso medicinal da Cannabis, sabe o significado desta sigla: Canabidiol. 

O Canabidiol é um dos canabinoides mais conhecidos da Cannabis sativa, uma planta milenar cujos diversos usos, entre eles o medicinal e o industrial, datam de milhares de anos. Embora exista um arcabouço enorme de evidências, estudos e pesquisas científicas espalhados pelo mundo que comprovam a eficácia do CBD no uso medicinal, ainda há algum preconceito sobre o uso em benefício da saúde humana desse componente fantástico da Cannabis. 

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Alvo de mais pesquisas, CBD tornou-se queridinho

Mesmo assim, podemos considerar que o CBD é o queridinho entre os mais de 100 canabinoides. E o principal motivo disso já tratamos: é o canabinoide em que há mais pesquisas relacionadas e, por isso, há mais comprovações de eficácia em tratamento, tanto em estudos como em casos práticos pelo mundo e pela vida afora. Segundo estudos, ele interage de forma muito positiva com nosso sistema endocanabinoide, não tendo efeitos intoxicantes e oferecendo efeitos analgésicos, anti-inflamatórios, supressores de ansiedade e auxiliando em muitas outras condições neurológicas.

Outro motivo que faz do Canabidiol ser tão amado é que ele não tem propriedades psicoativas, como o TCH (Tetraidrocanabinol). Contudo, isso não pode servir – erroneamente, destaque-se – de motivo para demonizar o THC, o qual tem se mostrado eficaz para o tratamento de diversas doenças – em algumas delas sendo essencial – em uso combinado com o CBD. Mas esse tema é complexo e grande o bastante para se tratar em outro momento. De qualquer modo, mesmo em formulações mistas – com CBD  e THC – o CBD não causará qualquer efeito psicoativo se o teor de THC do produto escolhido for inferior a 0,3%.

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CBD pode agir em questões de agressividade, raiva e irritabilidade

Mais recentemente, as pesquisas têm avançado com o objetivo de entender os benefícios do uso do CBD em crianças. Em maior ou menor grau, existem evidências dos benefícios do canabidiol no tratamento de doenças bastante recorrentes na infância como ansiedade, insônia, epilepsia, autismo, TDAH (Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade), asma, cinetose, problemas de pele, entre outras. 

Em casos genéricos, o uso adequado do CBD, com acompanhamento clínico correto, pode ter efeitos positivos na redução de comportamentos como agressividade, raiva e irritabilidade. Já em relação a doenças específicas, como o autismo, há a redução de comportamentos problemáticos na criança como surtos comportamentais, ansiedade e problemas de comunicação, conforme revelou um estudo israelense. 

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Uma das doenças mais recorrentes, cujos relatos de evolução positiva na qualidade de vida dos pacientes são fartos, é a epilepsia refratária. A principal característica da doença são as convulsões, que em fases críticas podem chegar a dezenas ou até mais de cem por dia, dependendo da gravidade do caso. O complemento ‘refratária’ serve para indicar que já foram usadas pelo menos duas medicações convencionais, com indicação clínica adequada, sem que houvesse resultados satisfatórios na redução dos ataques. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de 1% da população mundial sofre de epilepsia, o que mostra que não se trata de uma doença rara. 

Pesquisa brasileira sobre epilepsia é referência mundial

Nesse sentido, a ciência produzida no Brasil serve de exemplo para o mundo. Um dos estudos mais relevantes sobre epilepsia refratária foi desenvolvido pelo pesquisador brasileiro Elisaldo Carlini. Trata-se do primeiro estudo mundial usando a Cannabis medicinal para tratar epilepsia em humanos. Embora existam outros relatos de casos de estudos utilizando o canabidiol para a epilepsia, o trabalho de Carlini foi o primeiro estudo duplo-cego – que é um método de ensaio clínico realizado em seres humanos onde nem o examinado nem o examinador sabem o que está sendo utilizado como variável em um dado momento – e randomizado, quando os integrantes do estudo são escolhidos de modo aleatório. 

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Caso de tratamento com CBD da menina Anny Fischer é um dos mais conhecidos no Brasil

Além de estudos, o Brasil tem casos famosos de uso do CBD em crianças com excelentes resultados. Um deles é o da menina Anny Fischer, 13 anos, a primeira paciente brasileira autorizada judicialmente a importar derivado da maconha para uso medicinal. Os pais de Anny, Norberto e Katiele, se tornaram uma referência nacional no ativismo a todos que lutam direito ao acesso de todos e da livre escolha em como se tratar, seja importando, produzindo no Brasil, laboratório ou cultivo da maconha medicinal em casa ou em associações.

Anny tem a síndrome de Rett CDKL5, situação genética rara e sem cura, causadora de epilepsia grave, entre outros problemas. Antes do uso do CBD, Anny tinha entre 60 e 80 crises epilépticas por semana. Os ataques fizeram a criança viver um retrocesso e a família viu desaparecer as habilidades conquistadas com a fisioterapia.

Outro caso conhecido mundialmente é o da garota Charlotte Figi. O êxito obtido no tratamento fez com que muitos pesquisadores se interessassem pelo composto, além de levar à aprovação de um medicamento baseado em CBD para tratar formas raras de epilepsia. Em seguida, muitas indústrias adotaram o CBD em seus produtos, como cosméticos, alimentos e bebidas e muitos outros.

Estudos publicados em revistas científicas mostram a possibilidade de o CBD ser usado no tratamento de várias doenças, principalmente em doenças neurodegenerativas. A legalização do CBD, embora com certas restrições, também provou ser um grande benefício para a popularidade do canabinoide. Além disso, com alguns avanços na legislação, a exemplo do Brasil, tornou mais fácil para os pesquisadores continuarem a estudar o composto.

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