“Estamos trabalhando em um composto chamado HHC, quase mesma potência do Delta 9, mas não é considerado THC”, revela CIO da USA Hemp em live

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(Imagem: arquivo/Sechat)

Por João R. Negromonte

Na live, que foi ao ar no último dia 29 pelo nosso canal do instagram (@sechat_oficial), Rafael Redwood, CIO da USA Hemp, fez revelações importantes sobre novos produtos e pesquisas nas quais a marca vem trabalhando. Uma delas é o HHC, (ou Hexahidrocanabinol, canabinoide encontrado no cânhamo em pequenas quantidades, ou sintetizado a partir da hidrogenação do THC ou CBD, isto é, quando se é adicionado átomos de hidrogênio à estrutura química para estabilizá-la). Um exemplo deste processo, seria a transformação de óleo vegetal em margarina. 

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“O HHC, é tão potente quanto o THC comum (Delta 9), mas se difere em um ponto. Se testar esse composto em um equipamento que consiga detectar o THC, ele não apresentará nenhum resultado, isto é, a máquina mostrará 0% de THC para esse canabinoide”, revelou Redwood ao mesmo tempo em que mostrava o produto em sua sua primeira forma após a extração da planta. “Isto acontece pois o HHC é extraído direto do CBD isolado, na sua forma sintética, mas é possível encontrar ele na casca da semente de cânhamo em sua forma natural também”, justifica o CIO ao explicar que o componente não tem relação química com o THC, apesar de algumas semelhanças. 

“A substância, que foi sintetizada nos anos 70 por Raphael Mechoulam, vem ganhando muita popularidade por aqui (EUA) e vejo que nos próximos 12 meses, o HHC será bem conhecido no Brasil também”, conclui ele projetando o ganho de mercado do produto.

Rafael, que se mudou juntamente com toda sua família para os EUA em 1999, ao ser questionado sobre o porquê eles escolheram o sobrenome Redwood para substituir o original Mendes quando foram para lá, explica que Redwood é o nome de uma das maiores e mais resistentes árvores do mundo. A planta, que normalmente cresce nas florestas norte-americanas, tem como característica o trabalho em equipe, isto é, a principal ação delas, é a maneira em que se fortalecem juntas, “assim como a família”, destaca o empresário. 

“Esse foi o segredo do nosso sucesso!”, explica Rafael, que apostou todas as economias da família na produção do hemp, ou o tradicional cânhamo, como conhecemos por aqui. Ao entrar no mercado da cannabis, eles tinham muito pouca experiência no ramo, apesar de todo conhecimento adquirido por Rafael e seus dois irmãos, Ana Carolina e Gustavo, através de livros e pesquisas. “A prática é algo diferente da teoria”, destaca o empreendedor.

Após muitos erros e acertos, finalmente a empresa começou a apresentar resultados. Após a regulamentação no Oregon, estado que eles obtiveram a primeira autorização para o cultivo da cannabis, tornando eles uma das 50 primeiras empresas a conseguir tal concessão, a USA Hemp, que tinha como foco o uso adulto da planta, viu uma oportunidade ímpar no mercado medicinal, onde apostaram suas fichas.

A empresa não abandonou completamente o mercado adulto, criando uma divisão de negócios para atender os dois públicos, tanto o paciente, quanto aquele que prefere o consumo de cigarros. Assim, surgiu a Redwood Reserves, empresa do grupo especializada na produção de flores para uso recreativo. 

Outro ponto que merece destaque, foi a criação de um equipamento agrícola específico para a colheita do cânhamo, o que antes da invenção da família, não existia no mercado. Essa exclusividade serviu como uma injeção financeira para a empresa familiar, que acabou vendendo este novo equipamento – que substitui 1000 pessoas na colheita – para outras empresas do ramo.

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Produtos USA Hemp

Sobre a qualidade dos produtos vendidos no Brasil, Rafael é enfático: “Nossos produtos são produzidos com as melhores cepas disponíveis no mercado, inclusive temos uma espécie própria criada através da cruza de plantas que atendem melhor às nossas necessidades e a de nossos clientes. Tudo que mandamos para o Brasil, ou para qualquer lugar do mundo, passa por um rigoroso teste de qualidade e eficácia, levando o que há de melhor para essas pessoas.”  

O CIO também mostrou as diferenças e benefícios dos extratos de cannabis produzidos pela USA Hemp. Entre o óleo de CBD, THC, CBG, estava outro composto que a empresa vem testando, o ainda pouco conhecido Delta 8 THC, um primo do Delta 9 THC –  psicoativo mais comum no mercado. Redwood explica que o Delta 8 é extraído de forma 100% natural. Além disso, é mais estável e menos psicotrópico que o THC comum, o que torna a substância muito interessante para o uso medicinal. 

Legislação no Brasil

Quando o papo foi sobre as leis brasileiras, o empreendedor diz que, ao contrário do que todo mundo pensa, a legislação brasileira está no caminho certo. “O Brasil está criando sua legislação sobre a cannabis de forma que consiga atender os pacientes que necessitam. Aqui nos EUA, as regulamentações se consolidaram em torno do uso adulto, o que é motivo de piada muitas vezes por parte da sociedade. Já no Brasil não. Aí, estão buscando comprovações médicas e científicas para argumentar a favor de uma legalização do uso medicinal e industrial, o que ao meu ver, é a melhor estratégia, afinal, estruturando esses dois pontos, o uso adulto será uma consequência.” 

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O bate papo contou também com temas como legislação internacional, opiniões sobre o cenário brasileiro, novos lançamentos de produtos, atletas parceiros da marca e muito mais. Para acompanhar tudo o que rolou de mais interessante, assista a live completa aqui:

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