Resultados de ensaio clínico de cannabis medicinal na Argentina

Os primeiros dados foram apresentados em um evento nesta semana conduzido pelo Ministério da Saúde provincial

Resultados de ensaio clínico de cannabis medicinal na Argentina
Resultados de ensaio clínico de cannabis medicinal na Argentina

O governador de Chubut, na Argentina, Mariano Arcioni, participou da apresentação dos primeiros resultados da pesquisa sobre cannabis medicinal conduzida pelo Ministério da Saúde provincial, o Hospital “Andrés Isola” em Puerto Madryn, em colaboração com o CCT-CENPAT- CONICET, na última terça-feira, segundo informou a Indústria da Cannabis.

 

Por meio de um ensaio clínico pioneiro na Argentina, foi avaliado o uso de preparações à base de plantas para o tratamento da dor crônica em residentes da cidade portuária e seu efeito sobre os parâmetros relacionados à qualidade de vida.

 

Resultados de ensaio clínico de cannabis medicinal na Argentina

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O governador Arcioni afirmou: “Sem pesquisa e apoio à ciência, é impossível alcançar resultados como esses em termos de saúde e produção”. Ele acrescentou que é “gratificante ver todos esses resultados, quase no final de seu mandato, depois de ter iniciado um programa de Cannabis há quatro anos como política estatal”.

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O programa recebeu um investimento de mais de 50 milhões de pesos e durante o encontro, foram entregues 32 computadores ao diretor da Área Programática Norte, Mauricio Lucero, para implementar o Registro de Histórico Clínico Integrado da Província; 27 deles serão destinados ao hospital e cinco à área externa.

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O Ministro Monasterolo expressou: “Ficamos orgulhosos ao saber que nossas equipes de saúde não apenas trabalham arduamente todos os dias para melhorar a qualidade e a acessibilidade dos pacientes, mas também conduzem pesquisas para aprimorar a rastreabilidade e a qualidade da atenção. Isso é o que gostaríamos de ver em todos os nossos centros de saúde”.

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O diretor do CENPAT, Rolando González, agradeceu às autoridades provinciais e municipais, bem como ao Ministério da Saúde, e destacou que “a pandemia deixou claro para a comunidade internacional que quando saúde e ciência caminham juntas, há um impacto positivo na qualidade de vida das pessoas”.

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González enfatizou que a coordenação dos sistemas públicos de ciência, tecnologia e saúde é fundamental “para reduzir a dor das pessoas. O ciclo é virtuoso e sempre gera impacto, e este é um exemplo disso”.

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Por sua vez, o chefe do Programa Nacional de Estudos da Cannabis, Marcelo Morante, comentou que “é muito gratificante avançar na pesquisa sobre o tratamento da dor, mas também tornar o processo rastreável, desde a pesquisa básica até a clínica. Isso é possível graças à colaboração entre os Ministérios da Saúde de Chubut e do país”.

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“Essa colaboração nos aproxima da sensibilidade necessária para enfrentar a dor. Vejo refletido nesse modelo proposto por Chubut o que muitos pesquisadores do país fazem ao abordar essa forma de aliviar e atenuar a dor por meio de uma ferramenta como a cannabis, que pode ser medida pelo impacto na qualidade de vida”, explicou o profissional.