Psicodélicos

Você sabia? Doença de Lyme causada por carrapato entra no radar da ciência com uso de psilocibina

Estudo investiga o uso da psilocibina em pacientes que continuam enfrentando sintomas mesmo após o tratamento da doença de Lyme, causada pela picada do carrapato

Você sabia? Doença de Lyme causada por carrapato entra no radar da ciência com uso de psilocibina
Sintomas da doença de Lyme incluem fadiga, dor e alterações cognitivas após picada de carrapato | CanvaPro

Você conhece a Doença de Lyme, causada pela picada de um carrapato? Embora muitas vezes associada a um quadro infeccioso tratável, a condição pode evoluir de forma silenciosa e deixar sintomas que acompanham o paciente por meses ou até anos. Um estudo piloto publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature, investiga agora o uso da psilocibina como alternativa para esses casos persistentes.

Transmitida por carrapatos infectados, a doença de Lyme costuma começar com sinais que podem passar despercebidos. Entre os primeiros sintomas estão febre, calafrios, dor de cabeça, fadiga intensa e dores musculares. Em alguns casos, surge uma lesão característica na pele, que se expande lentamente a partir do local da picada. 

Sintomas vão além da fase inicial da doença

 

Sem diagnóstico ou tratamento adequado, a infecção pode avançar e atingir diferentes sistemas do corpo. Dores articulares mais intensas, rigidez, alterações neurológicas, dificuldades de memória e concentração, além de distúrbios do sono, estão entre os relatos mais frequentes. Há também pacientes que desenvolvem sensibilidade aumentada, formigamentos e alterações de humor.

Mesmo após o uso de antibióticos, considerado o tratamento padrão, parte dos pacientes continua enfrentando o que é conhecido como sintomas persistentes da doença de Lyme. Fadiga crônica, dor generalizada e comprometimento cognitivo estão entre os principais desafios relatados nessa fase.

Psilocibina entra no radar da ciência

 

Diante desse cenário, o estudo analisou o uso da psilocibina em pacientes com doença de Lyme pós-tratamento. A substância, já investigada em terapias voltadas à saúde mental, passa a ser explorada como uma possível ferramenta para lidar com sintomas que não respondem às abordagens convencionais.

A síndrome pós-tratamento da doença de Lyme segue como um campo em investigação, especialmente pela complexidade dos sintomas e pela ausência de protocolos amplamente eficazes. Com resultados ainda preliminares, o estudo reforça o movimento científico em direção a novas estratégias terapêuticas, incluindo o uso de compostos psicodélicos em contextos clínicos controlados.