Você sabia? Doença de Lyme causada por carrapato entra no radar da ciência com uso de psilocibina
Estudo investiga o uso da psilocibina em pacientes que continuam enfrentando sintomas mesmo após o tratamento da doença de Lyme, causada pela picada do carrapato
Publicada em 04/04/2026

Sintomas da doença de Lyme incluem fadiga, dor e alterações cognitivas após picada de carrapato | CanvaPro
Você conhece a Doença de Lyme, causada pela picada de um carrapato? Embora muitas vezes associada a um quadro infeccioso tratável, a condição pode evoluir de forma silenciosa e deixar sintomas que acompanham o paciente por meses ou até anos. Um estudo piloto publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature, investiga agora o uso da psilocibina como alternativa para esses casos persistentes.
Transmitida por carrapatos infectados, a doença de Lyme costuma começar com sinais que podem passar despercebidos. Entre os primeiros sintomas estão febre, calafrios, dor de cabeça, fadiga intensa e dores musculares. Em alguns casos, surge uma lesão característica na pele, que se expande lentamente a partir do local da picada.
Sintomas vão além da fase inicial da doença
Sem diagnóstico ou tratamento adequado, a infecção pode avançar e atingir diferentes sistemas do corpo. Dores articulares mais intensas, rigidez, alterações neurológicas, dificuldades de memória e concentração, além de distúrbios do sono, estão entre os relatos mais frequentes. Há também pacientes que desenvolvem sensibilidade aumentada, formigamentos e alterações de humor.
Mesmo após o uso de antibióticos, considerado o tratamento padrão, parte dos pacientes continua enfrentando o que é conhecido como sintomas persistentes da doença de Lyme. Fadiga crônica, dor generalizada e comprometimento cognitivo estão entre os principais desafios relatados nessa fase.
Psilocibina entra no radar da ciência
Diante desse cenário, o estudo analisou o uso da psilocibina em pacientes com doença de Lyme pós-tratamento. A substância, já investigada em terapias voltadas à saúde mental, passa a ser explorada como uma possível ferramenta para lidar com sintomas que não respondem às abordagens convencionais.
A síndrome pós-tratamento da doença de Lyme segue como um campo em investigação, especialmente pela complexidade dos sintomas e pela ausência de protocolos amplamente eficazes. Com resultados ainda preliminares, o estudo reforça o movimento científico em direção a novas estratégias terapêuticas, incluindo o uso de compostos psicodélicos em contextos clínicos controlados.


