Primeira entrega de óleo de cannabis para o sistema público de saúde é feito na Argentina

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A nova norma busca estabelecer um marco regulatório para o investimento público e privado em toda a cadeia da cannabis medicinal do país. (Foto: Valery Shanin)

Curadoria e edição de Sechat Conteúdo, com informações de elDiarioAR

O Ministério da Saúde, através do Programa de Cannabis Medicinal, fez a primeira entrega de formulações à base de cannabis a pacientes com epilepsia no Hospital Garrahan na Argentina. Essa ação marca o início da nova política que tem como objetivo garantir e promover cuidados de saúde integrais e o acesso gratuito ao óleo de cânhamo para quem aderir ao programa.

A iniciativa do Ministério, garantiu pela primeira vez o acesso ao óleo de cannabis de qualidade farmacêutica, purificado e altamente concentrado, para o tratamento de pacientes com epilepsia resistente a medicamentos, com convulsões associadas à síndrome de Lennox-Gastaut, à síndrome de Dravet e epilepsia relacionada à Esclerose Tuberosa.

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Estamos entregando pela primeira vez um derivado da cannabis produzida internamente em uma política priorizada que beneficiará os pacientes atualmente em tratamento com este produto.

Sandra Tirado, secretária de Acesso à Saúde

Tirado acrescenta ainda, “é um dia importante porque temos acesso ao tratamento, à produção nacional e a este trabalho conjunto entre os hospitais e o Ministério da Saúde da Nação”.

Os frascos de 35 ml de solução oral que compõem este primeiro parto serão distribuídos para atender às demandas dos próximos meses por 14 pacientes que tratam de suas patologias no hospital, marcando um claro avanço no acesso à terapia canabinoide.

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Em 15 de julho, foi aprovado na Câmara dos Senadores da Nação o projeto de lei que instituía o marco regulatório da cadeia de produção, industrialização e comercialização da planta de cannabis, suas sementes e seus derivados de uso industrial e medicinal, na Câmara dos Senadores da Nação, inclusive pesquisas científicas visando atender o mercado local e gerar exportações.

Indicou-se também que o primeiro objetivo do projeto consiste em “estabelecer um marco legal que autorize, por meio de um forte esquema regulatório, as etapas de semeadura, cultivo, colheita, produção, armazenamento, transporte, comercialização, importação, exportação e posse de sementes de cannabis, da planta de cannabis e seus derivados.

O segundo objetivo, conforme detalhado na iniciativa, “consiste em legalizar os diversos vínculos produtivos e de comercialização do cânhamo ou do cânhamo industrial e seus derivados”.

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Na cerimônia de entrega do óleo no Hospital Garrahan, Marcelo Morante, coordenador do Programa de Cannabis Medicinal da carteira nacional de saúde, garantiu que “é um momento muito importante onde o Estado está presente a tentar garantir a qualidade de um produto padronizado numa patologia que condiciona a qualidade de vida das nossas famílias, acompanhadas por médico ou hospital de referência para epilepsia refratária”, conclui o Morante.

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