Embrapa avança em genética da cannabis com missão na Argentina
Comitiva brasileira lidera intercâmbio científico e participa de encontro binacional na Patagônia
Publicada em 15/04/2026

Embrapa participa de missão científica sobre cannabis na Argentina. Foto: Divulgação
Uma comitiva estratégica da Embrapa está na Argentina, entre os dias 13 e 16 de abril, em uma missão voltada ao avanço do melhoramento genético de cannabis para fins medicinais. A agenda combina visitas técnicas ao principal programa argentino da área e participação no “Encuentro Binacional de Cannabis Medicinal y Cáñamo Industrial”, realizado nesta quarta-feira (16), em General Roca.

O grupo é formado por quatro pesquisadoras que ocupam posições-chave no desenvolvimento da pauta dentro da Embrapa. Estão na missão Ana Cláudia de Oliveira, que estará à frente do programa de melhoramento genético da cultura no Brasil, além de Daniela Bittencourt, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargem), e Lilia Salgado de Moraes, da Embrapa Agrobiologia. A missão também conta com a liderança do Comitê Permanente de Assessoramento Estratégico em Cannabis da Diretoria Executiva da empresa.

Um dos pontos centrais da agenda é a visita ao programa de melhoramento genético conduzido pelo Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA), na região da Patagônia Norte, com atividades em Bariloche e no Alto Vale. A iniciativa argentina é considerada uma das mais estruturadas da América Latina, com foco em pesquisa aplicada e desenvolvimento de cultivares adaptadas.
Além das visitas técnicas, a comitiva participa do encontro binacional que reúne instituições científicas, universidades e empresas da cadeia produtiva da cannabis. O evento acontece no Auditório do Diario Río Negro, em General Roca, e apresenta avanços em pesquisa, desenvolvimento e articulação institucional entre Brasil e Argentina.
Outro destaque da programação é a presença da GS1 Brasil, que participa das discussões sobre rastreabilidade — tema considerado estratégico para a consolidação regulatória e o desenvolvimento seguro do mercado de cannabis medicinal.
A missão reforça o movimento de cooperação internacional e posiciona o Brasil em um estágio mais avançado na construção de sua base científica para a cannabis. O intercâmbio com a Argentina tende a acelerar a estruturação de programas nacionais, especialmente no campo da genética, considerado um dos pilares para a competitividade global do setor.


