Revivid CBD completa 5 anos de atuação no Brasil

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Em 2011, um grupo de apaixonados pela causa da maconha medicinal que tocava um dispensário na Califórnia decidiu tirar um sonho antigo do papel. Sem confiar na qualidade dos próprios produtos que vendiam, quatro sócios desenvolveram a Revivid, marca que hoje é uma das principais produtoras de medicamentos à base de cannabis dos EUA. Entre os sócios, está uma brasileira, a paulista Keila Santos, que uma década antes chegara ao país onde passaria por maus momentos até que seu grande desejo se realizasse.

“Revivid vem da ideia de renascer, de nova vida, pois acredito nesses 10 anos de carreira com a cannabis que a planta oferece uma nova vida ao paciente e também a todos ao seu redor”, destacou a empresária em entrevista ao portal Sechat.

Segundo Keila, o entusiasmo do grupo era movido pelo sonho de mudar o mundo com produtos puros. Os quatro partiram então para a criação de um processo de controle absoluto sobre cada uma das etapas para a fabricação dos óleos. Hoje a empresa possui genética de cânhamo patenteada e comercializa extratos livres de pesticidas ou aditivos químicos. A marca possui licença do Departamento de Agricultura do Colorado e selo do Departamento de Agricultura dos EUA, que reconhece o produto como 100% hemp orgânico, com teor de THC abaixo de 0,3%.

Os medicamentos são usados principalmente no tratamento de convulsões, fibromialgia, mas também anti-inflamatórios.

No entanto, antes desse sucesso, houve muita dor de cabeça. O dispensário onde Keila trabalhava na Califórnia foi fechado pela polícia “num ato arbitrário”, segundo ela, mesmo que o cultivo para fim medicinal já fosse liberado no estado. A paulista chegou a ser presa e teve que lidar com de 3 anos de constrangimentos e idas à justiça local. 

A história da Keila, que cruzou os Estados Unidos com o filho no colo e todas as dificuldades que passou com a polícia e a imigração estadunidense foi contada pelo portal Sechat em maio.

Foi em 2014 que a brasileira e os sócios Justin Hammer, Chris Hammer e Harold Robinson decidiram mudar a empresa para o Colorado, estado com leis mais modernas e mais claras do que as da Califórnia.

Em 2014, Revivid começa a atuar no Brasil

“Naquele mesmo ano, foi possível começar a exportar para o Brasil”, lembra Keila, cinco anos depois.

Os primeiros medicamentos que começaram chegar nas mãos dos brasileiros, ou eram da HempMeds ou da Revivid, basicamente. Além das autorizações da Anvisa para importação, muitas ações judiciais exigindo fornecimento via SUS ou plano de saúde previam Revivid Hemp ou Revivid Whole.

O grande desafio da Keila, hoje, é poder distribuir o produto no Brasil, sem restrições. Contudo, possui uma forma diferente de relacionamento: “no nosso modelo de empresa, somos uma família em primeiro lugar”.

“Escolhemos de dar oportunidades aos pais de pacientes a trabalharem conosco ao invés de vendedores normais da indústria farmacêutica, que me parece ser um modo comum de operação e vendas no Brasil. Embora pudesse gerar mais vendas, acho que a nossa missão é com a indústria canábica, que e de onde começamos e pretendemos continuar”, destacou Keila ao Sechat.

Hoje são oito representantes no Brasil, todos familiares de pacientes que fazem uso de algum medicamento Revivid.

Keila Santos em plantação de cânhamo no Colorado (Reprodução/Instagram)

Foi justamente para ajudar as famílias de brasileiros que Keila desenvolveu, em 2015, a Revivid Hope Foundation, entidade que faz a doação de medicamentos a famílias necessitadas. O programa atende dezenas de pacientes em vários estados do Brasil.

“A necessidade veio quando uma família nos contactou, pois haviam ganhado na Justiça o direito de custeio do medicamento através do governo, mas o governo não efetuava a compra, e a mãe da criança não tinha condições de pagar”, lembra Keila.

“Então nos passamos a oferecer o remédio gratuitamente, até que a Justiça efetuasse a compra. Começou assim o Revivid Hope Foundation no Brasil, com a sequência da oportunidade de pais de pacientes ou familiares, de também entrarem no time”.

Essa mãe se chama Patrícia Oliveira. A filha dela, a Déborah, foi uma das primeiras pacientes da Revivid no Brasil. Foi depois dessa saga que ela fundou a associação Abracannabis.

Contudo, Keila disse ao Sechat que não tem interesse em produzir cannabis no país natal, mesmo com uma eventual regulação:

“Para falar a verdade, não tivemos tempo em sentar e conversar sobre isso. Nossa infraestrutura está toda montada aqui, levou anos para completar. Creio que começar tudo de novo no Brasil não teria um porquê”.

Compreensivo. Desde 2017, quando o Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente do Colorado (CDPHE) estava em seus estágios iniciais de desenvolvimento de processos e regulamentações para o cânhamo, a Revivid desenvolve para o governo de lá o padrão de fabricação de produtos seguros à base de cânhamo.

Através dos procedimentos da marca, o CDPHE determinou as diretrizes para a produção de em todo o estado do Colorado, usando a Revidid como modelo para estabelecer o caminho e os padrões para outras empresas na então crescente indústria.

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