Uso de cannabis entre pacientes com câncer de cabeça e pescoço não está associado ao desenvolvimento de segundo câncer

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Os resultados do estudo foram divulgados pela Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego no início de 2020 (Foto: Reproduçao/The GrowthOp/OCSKAYMARK)

Curadoria e edição de Sechat Conteúdo, com informações de The GrowthOp (Angela Stelmakowich)

Parece que, ao contrário do tabagismo, não há associação significativa entre o uso de cannabis e o desenvolvimento de um segundo câncer primário. Em resumo, foi isso o que concluiu um novo estudo com mais de 500 pacientes. Eles estavam previamente inscritos em um centro de câncer em Hamilton, de Ontário, no Canadá.

“Os resultados sugerem que a cannabis se comporta de maneira diferente do tabagismo. Isso ocorreu pois ela pode não estar associada aos conceitos tradicionais de cancerização de campo”, afirma o estudo retrospectivo, recentemente publicado em meio on-line. Em suma, a cancerização de campo envolve a formação de manchas de doenças pré-malignas em toda a superfície exposta aos carcinógenos.

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“Embora hipotetizado, ainda não se sabe se a cannabis é um agente causador direto para HNC (carcinoma de cabeça e pescoço). Além disso, pode aumentar o risco de SPC (carcinoma de células escamosas) por meio da cancerização de campo”, escrevem os autores do estudo.

Não houve diferença significativa entre os pacientes do grupo de cannabis e de tabagismo

O estudo foi conduzido por pesquisadores da McMaster University, da University of British Columbia e da University of Toronto. Os autores consideraram os resultados de 513 pacientes, sendo 59 deles no grupo cannabis e 454 no grupo controle.

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Todos os pacientes eram do Banco de Dados de Câncer de Cabeça e Pescoço da Região de Hamilton e foram tratados em um único centro de câncer entre 2011 e 2015.

Não houve diferença significativa entre os pacientes do grupo de cannabis e de controle, contudo, os usuários de cannabis eram mais propensos a desenvolver câncer orofaríngeo primário, observa o resumo.

Dois dos 59 pacientes que usaram cannabis, 3,4% desenvolveram um segundo câncer primário em contraste com 23 dos 454 pacientes, 5,1%, dos pacientes do grupo de controle. Tanto os usuários de cannabis quanto seis dos do grupo de controle que desenvolveram um SPC eram fumantes ativos, afirma o estudo. “Onze dos 17 não fumantes de cigarros que desenvolveram um SPC eram ex-fumantes.”

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Resultados consistentes

Reconhecendo as limitações do estudo, os autores, no entanto, escrevem: “Nossos resultados são consistentes com a teoria de que a cannabis não é cancerígena e, portanto, não seguiria os padrões de cancerização de campo. Em vez disso, há a hipótese de que, uma vez que os comportamentos de alto risco estão associados ao uso de cannabis, eles podem estar ligados ao HNC por meio do efeito da doença positiva do papilomavírus humano (HPV), em vez de uma propriedade carcinogênica verdadeira.”

Os resultados do estudo divulgados pela Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego no início de 2020 indicaram como os pesquisadores acreditam que a cannabis acelera o crescimento do HNC relacionado ao HPV. “O câncer de cabeça e pescoço relacionado ao HPV é um dos cânceres de crescimento mais rápido nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a exposição à maconha está se acelerando. Assim, este é um enorme problema de saúde pública”, disse o professor e autor sênior do estudo, Dr. Joseph Califano III, na época.

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Estudos anteriores reforçam os resultados

Outro estudo, desta vez publicado em 2015, não encontrou “nenhuma associação entre o uso de maconha na vida e o desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço.” Em conclusão, foi descoberto que cerca de 12,6% dos casos e 14,3% dos controles no estudo usaram cannabis, “a meta-análise não encontrou associação entre exposição e doença”, observa.

Porém, no estudo canadense, o uso de cannabis entre pacientes com HNC foi de 11,4%. Os pesquisadores sugerem que ter uma imagem melhor do consumo de cannabis e do risco de SPC pode ajudar os profissionais de saúde.

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“Embora nosso estudo fortaleça a teoria de que a cannabis é uma entidade não cancerígena quando usada de forma adulta, pesquisas adicionais seriam benéficas para estudar o risco do uso de cannabis no SPC para permitir que os profissionais de saúde avisem com precisão os pacientes sobre o risco do uso de cannabis após o tratamento de HNC”, acrescenta o estudo.

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