Cannabis medicinal é essencial, aponta o 1º evento virtual da Cannabis

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Fonte: New Frontier Data

Valéria França

O Covid-19 colocou à prova a economia global. Nas principais capitais, só escaparam do lockdown os serviços essências. Nesta lista entraram os dispensários de Cannabis. As vendas dessas lojas aumentaram 53%, nas duas primeiras semanas de pandemia, de acordo com pesquisa da New Frontier Data Base, empresa de dados do setor, que realizou o primeiro congresso mundial virtual, nesta quinta-feira (2).

“Cannabis é medicina.  É o futuro”, disse Oludare Odumosu, CEO da Zelira Therapeutics, que traz no currículo a experiência da vida acadêmica, do trabalho na saúde pública e na indústria. A conferência virtual, que durou o dia todo, contou com a participação de empresários, advogados, jornalistas e especialistas em mercado de capital de todos os continentes.

A organização do giro global ainda teve o apoio do Benzinga, uma das maiores plataformas de informação de Cannabis, de mercado de capital e eventos. Na América Latina, a coordenação dos participantes ficou com a ExpoCannaBiz, de Julian Tobar– que confirmou os eventos presenciais no Brasil, em setembro, e em Cartagena, em novembro.            .

Os concorrentes se uniram para que a indústria pudesse discutir e atualizar a situação econômica em uma época tão atípica. “O mercado em geral está muito duro. Esperamos o fim do dia para ver quem continua em pé”, disse Jazon Razinick, especializado em mercado de capital do Benzinga.

“Há um novo senso de barreiras e de competições, que devem ser transpostos. Vejam o que está acontecendo agora. Somos todos da mesma espécie e estragamos tudo”, disse Carl Cameron, da Fox News, referindo-se a pandemia, ao desequilíbrio do clima e tantos outros problemas desencadeados pela falta de limites dos interesses econômicos.

A proposta é que a indústria esteja mais unida, discuta uma regulação global, as diretrizes do mercado, as oportunidades regionais e os riscos. Abaixo alguns tópicos importantes discutidos durante o evento.

O mercado da Cannabis não está ameaçado

Cannabis medicinal é essencial. O consumo vem aumentando globalmente. Ela proporciona a melhora do bem-estar, um fator essencial na vida de muitos pacientes. Trata-se de um negócio importante para a saúde. Tem futuro. O maior mercado é a Ásia, que gasta US$ 132,9 bilhões de dólares com Cannabis. Em segundo lugar, os EUA, com US$ 86,6.

O melhor investimento nesta hora

Há muitas oportunidades de investimento até mesmo no mercado de ações tradicional. “As pessoas estão olhando todos os setores da economia para investir. No mercado há diferentes níveis de expectativas”, disse Tim Saymor, da CNBC, mídia especializada no mercado financeiro. “A indústria da Cannabis tem riscos, mas são negócios como este que oferecem vantagens maiores.

Regulatório

Cada país tem um regulatório diferente. Houve participante que reclamou sobre a falta de movimentação do setor para a construção de uma regulação comum.

Informação para educar

É preciso educar o público e a mídia para entender o mercado. “Quando na CNBC alguém vem com uma informação da indústria e começa a falar ‘maconha’ eu já aviso que é ‘Cannabis'”, afirma Tim Saymor, que também investe no setor. Outra questão apontada é a falta de seriedade com o tema”, disse Amanda Drury, da CNBC. As chamadas, em geral são sensacionalistas, segundo ela. A imprensa pode ajudar a dar mai seriedade e confiabilidade a indústria da Cannabis.

A crise e a América Latina

A quarentena será longa. Dois, três meses ou mais. A indústria da Cannabis vai continuar existindo. Países como Brasil e Colômbia ainda não possuem um mercado como o americano, mas estão no caminho. A indústria não vai sucumbir com a crise. “O Covid-19 mostrou que a ciência ganhou. A Cannabis medicinal é ciência. Depois que a crise passar, outros temas como saúde, meio ambiente, saneamento básico vão ressurgir com muita força”, diz José Bacellar, fundador da VerdeMed, empresa canadense voltada ao mercado da América Latina. O que fazer até a crise passar? “Para alguns será hora de analisar o próprio negócio”, disse Bob Hoban, fundador do Hoban Law Group. “Se for necessário redirecioná-lo, essa é a hora. Muitos acham que falar em negócios durante a pandemia é falta de sensibilidade. É preciso ser audacioso e agressivo para sobreviver a uma crise.” Para Bacellar, as empresas que vão sobrevier são aquelas com fôlego financeiro. “A quarentena será como uma pausa para o mercado.”

O mercado negro

Há quem diga que o mercado negro vai crescer durante a crise, mas os especialistas reunidos pela New Frontier Data não concordam com essa visão. Por quê? “A indústria medicinal não concorre com produtos paralelos. Ela trabalha com qualidade, segurança e boas práticas”, resume Oludare Odumosu, CEO da Zelira Therapeutics.

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