A realidade da cannabis no Brasil: uma perspectiva crítica

Por trás dos discursos políticos e as vias da desobediência civil

Publicada em 22/02/2024

Capa do artigo

Em uma sociedade cada vez mais polarizada, a cannabis emergiu como um ponto de debate crucial, tanto para a esquerda quanto para a direita política. Contudo, o presidente da Associação Latino-Americana de Cânhamo Industrial (LAIHA), Lorenzo Rolim da Silva, lança luz sobre uma realidade desconfortável, afirmando que ambas as ideologias parecem mais interessadas em ganhos eleitorais do que no bem-estar medicinal dos cidadãos. 

Silva, com sua experiência e visão acurada, destacou no último episódio do DeusaCast que as agendas políticas tendem a se envolver com a cannabis apenas na medida em que ela possa influenciar as urnas. Para ele, a verdadeira essência medicinal da planta muitas vezes é deixada de lado em prol de interesses partidários. "Não se trata de saúde pública para eles, mas sim de uma moeda de troca eleitoral", afirma Silva, apontando para uma preocupante realidade nos corredores do poder. 

Por outro lado, Pedro Simão, CEO da Milgrows e consultor em agronegócio, lança um olhar desafiador sobre o cenário político atual. Para Simão, a verdadeira mudança na legislação da cannabis no Brasil não virá dos políticos, mas sim dos empresários e da desobediência civil. "Eles (políticos) estão somente para atrapalhar", afirma o empresário com convicção. 

 

 

Desafiando o status quo 

Ao juntar essas perspectivas contundentes, torna-se evidente que a questão da cannabis no Brasil transcende as batalhas ideológicas e partidárias. A verdadeira mudança requer um esforço conjunto da sociedade civil, empresários e ativistas, dispostos a desafiar o status quo e buscar soluções que priorizem o bem-estar e os direitos dos cidadãos. Somente assim a pauta da cannabis poderá finalmente avançar no país, proporcionando benefícios reais para aqueles que mais necessitam.