A automação pode salvar a indústria da Cannabis em meio a pandemia de coronavírus?

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(Foto: Pixabay)

A automação, que se tornou cada vez mais popular no setor canábico nos últimos anos, pode ajudar o setor a enfrentar a pandemia de coronavírus durante a quarentena, que afasta o trabalhador do campo de trabalho.

Em entrevista ao site The Growth Op, Jay Evans é o CEO da Keirton Inc., uma empresa de engenharia agrícola e design de produtos que trabalha com Cannabis, com foco em cânhamo e lúpulo, afirma que o lúpulo e a Cannabis são plantas muito semelhantes, mas que não demorou muito para que a demanda na indústria da Cannabis ultrapassasse o setor de cervejas artesanais. Seus produtos agora processam cerca de três milhões de quilos de maconha legal a cada ano.

A empresa está sediada nos arredores de Vancouver, no Canadá, mas também possui uma fábrica no estado de Washington, uma das regiões que, até agora, foi a mais atingida pelo COVID-19.

De acordo com Evans, a maior parte desse processamento é feita por suas máquinas, que removem as folhas e os caules e separam a flor em questão de segundos, reduzindo drasticamente a necessidade de humanos manipularem a planta e também o número de funcionários necessários no processo.

“Você não se preocupa com nenhum tipo de contaminação do produto durante a automação”, diz Evans. “Os clientes estão recebendo algo que teve pouca interação humana.”

A automação é frequentemente criticada pela possibilidade de perda de emprego humano, mas Evans diz que o objetivo não é eliminar empregos, mas transferir a força de trabalho para áreas mais produtivas. “Há uma quantidade infinita de coisas a serem feitas nessas instalações”, diz.

“Ainda é bastante cedo agora, mas definitivamente estamos tendo conversas com possíveis clientes”, diz ele. “Acho que nas próximas duas ou três semanas, essa necessidade se tornará mais aparente.”

Automatização imediata

Evans diz que leva cerca de um dia para uma pessoa processar uma libra (cerca de meio quilo) de Cannabis manualmente. Por meio da automação, suas máquinas processam 100 libras (quase 50 kg), por hora, e exigem apenas uma pessoa na sala.

“Podemos reduzir drasticamente a necessidade de pessoas nesse departamento de trabalho”, diz Evans.

Na atual situação, Evans diz que a melhor opção seria enviar as máquinas pelos correios. As máquinas de aparar e buchar são projetadas para serem “plug and play”, que faz com que o computador reconheça e configure automaticamente qualquer dispositivo que seja instalado, e, caso surjam problemas, a solução pode ser resolvida por videoconferência.

A fabricação dos dois lados da fronteira permite que seus produtos sejam enviados mais rapidamente e dentro das fronteiras internacionais. Evans diz que nenhum funcionário da Keirton, que emprega cerca de 60 pessoas nas duas instalações, contraiu o vírus.

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