Alzheimer e Cannabis: tudo o que você precisa saber sobre o tratamento

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No dia 21 de setembro é comemorado o Dia Mundial da Doença de Alzheimer e o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer (Créditos: Pexels/Andrea Piacquadio)

Por Jacqueline Passos

Com o aumento de histórias de superação em relação à medicina canabinoide, muitas dúvidas começam a surgir em relação ao Alzheimer e à cannabis. Existem muitas enfermidades que atualmente já são tratadas com canabinoides. Mas ainda não são todas que possuem comprovação da eficácia do tratamento em estudos e pesquisas. Este não é o caso do Alzheimer. Pois já existem pesquisas nacionais – Federal de Foz do Iguaçu – e internacionais – Universidade do Sul da Flórida – que comprovam os resultados positivos.

Segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), estima-se que existem cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer no mundo. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte ainda sem diagnóstico.

O Alzheimer

A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, pelo comprometimento progressivo das atividades de vida diária e ainda uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. A doença instala-se quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado. Surgem, então, fragmentos de proteínas mal cortadas, tóxicas, dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles. Como consequência dessa toxicidade, ocorre perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, essencial para a linguagem e o raciocínio, memória, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato.

Diferença entre Alzheimer e demência

Muitas pessoas confundem a Doença de Alzheimer com demência, principalmente quando se depara com um idoso que apresenta perda de memória, desorientação e lentidão nas respostas. Apesar de haver diferença entre os dois diagnósticos, vale lembrar que demência é uma classe de doenças com mais de 150 tipos diferentes de enfermidades, sendo que Alzheimer é uma delas. 

Os sintomas do Alzheimer

O primeiro, e mais característico, sintoma do Mal de Alzheimer é a perda de memória recente. Com a progressão da doença, surgem sintomas mais graves como: a perda de memória remota – ou seja, dos fatos mais antigos-, bem como irritabilidade, falhas na linguagem, além de prejuízo na capacidade de se orientar no espaço e tempo. Entre os principais sinais e sintomas do Alzheimer estão:

– Falta de memória para acontecimentos recentes;

– Repetição da mesma pergunta várias vezes;

– Dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos;

– Incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas;

– Dificuldade para dirigir automóvel e encontrar caminhos conhecidos;

– Dificuldade para encontrar palavras que exprimem ideias ou sentimentos pessoais;

– Irritabilidade, suspeição injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento.

Como é feito o tratamento

Qualquer tipo de tratamento deve ser avaliado por um médico. No caso do Alzheimer, as especialidades mais indicadas são: geriatra, neurologista ou psiquiatra. Tanto os medicamentos alopáticos, quanto a medicina alternativa ou até mesmo exercícios de fisioterapia e estímulo cerebral são usados para controlar os sintomas e retardar o agravamento da degeneração cerebral, pois, infelizmente, a Doença de Alzheimer não tem cura. 

Alzheimer e Cannabis

Além dos estudos já mencionados anteriormente, pesquisadores do Salk Institute, na Califórnia, encontraram evidências preliminares de que o tetraidrocanabinol (THC) e outros compostos encontrados na cannabis têm potencial para remover a beta-amiloide, proteína que forma as “placas” no cérebro responsáveis pela Doença de Alzheimer. Os testes foram conduzidos em neurônios cultivados em laboratório, mas fornecem pistas para o desenvolvimento de novas terapias contra a doença. Em 2017, ano seguinte ao estudo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil (ANVISA) autorizou pela primeira vez a prescrição de óleo enriquecido com fitocanabinoides para o tratamento de um paciente que sofre da doença de Alzheimer.

Hoje, inúmeros pacientes já usam canabinóides para o tratamento de Alzheimer a fim de aumentar a qualidade de vida, muitos deles tiveram sua histórias mencionadas em nosso site, como foi o caso da mãe da Julia Menezes, da Sonia Maria, da Maria Alice, da Maria das Dores e do Ivo. Em muitos dos relatos, pessoas que estavam desorientadas e acamadas puderam voltar a quase que a vida normal devido ao tratamento com cannabis medicinal.

Como prevenir Alzheimer

Como qualquer outra doença, é fundamental manter hábitos saudáveis com uma alimentação balanceada, prática de exercícios, além de evitar comportamentos que prejudicam a circulação e o funcionamento do cérebro, como fumar e beber em excesso. Também é importante estimular o raciocínio e a cognição cerebral, por meio de leituras e realização de atividades que estimulem o pensamento.

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