Apepi sugere que lei 399/2015 receba nome de Elisaldo Carlini

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A Apepi (Associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal) lançou petição para que o Projeto de Lei nº 399/2015, que irá regulamentar o cultivo, processamento, pesquisa, produção e comercialização de produtos à base de Cannabis para fins medicinais e industriais, receba o nome de Elisaldo Carlini. Até o meio-dia de hoje (31), a petição já somava mais de 2,8 mil assinaturas. 

>>> Assine aqui a petição da Apepi para que o PL 399/2015 seja batizado com o nome de Elisaldo Carlini 

Segundo a associação, a escolha seria uma devida homenagem ao pioneiro nos estudos sobre a cannabis para controle de epilepsia no Brasil, hoje com 91 anos. “Nós, pacientes e familiares de pacientes que fazemos uso medicinal da cannabis, conhecemos de perto os inúmeros benefícios que a planta pode proporcionar àqueles que lidam, cotidianamente, com doenças graves como epilepsia, câncer, dor neuropática, dentre outras. O acesso ainda é restrito e caro no Brasil, e com muito empenho, a sociedade civil organizada em coletivos, luta para transformar essa realidade. O PL 399/2015 traz a possibilidade de cultivo e produção de remédio à base de cannabis em nosso país”, diz a nota. 

Carlini é considerado o maior nome da ciência brasileira quando o assunto é Cannabis medicinal

Uma data redonda que envolve o nome do pesquisador em 2020 é o aniversário de 40 anos do famoso estudo sobre maconha realizado por Carlini, que colocou o canabidiol no mapa da ciência brasileira e do mundo quando o assunto é o tratamento de convulsões.

>>> Aos 90 anos, Elisaldo Carlini diz que vai “continuar brigando pela causa” da maconha

O estudo foi realizado na Escola Paulista de Medicina, em São Paulo, e teve a participação da equipe da Universidade Hebraica de Israel, que agregou nomes como do químico Raphael Mechoulam, considerado o “pai da Cannabis” por ser pioneiro nos estudos de aplicação da maconha medicinal no mundo.

O professor Carlini também é fundador do Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), da Universidade Federal de São Paulo, que realiza pesquisas e reuniões científicas sobre drogas, publica livros e faz levantamentos sobre o consumo de drogas, além de manter um banco de trabalhos científicos brasileiros sobre o abuso de drogas.

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