Construção de um futuro melhor a partir do cânhamo começa agora

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No artigo, Grecco apresenta as dimensões do cânhamo: como commodity, com força para impulsionar as receitas do agronegócio; nas aplicações industriais, sem qualquer relação com o consumo humano direto; na produção de alimentos, bebidas e suplementos alimentares; e na saúde e bem-estar, englobando produtos voltados à prevenção de enfermidades e bem-estar para venda sem prescrição médica (OTCs), cosméticos, entre outros (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)

Coluna de Marcelo De Vita Grecco*

Raízes, sementes, flores, folhas e talo. Tudo do cânhamo pode ser aproveitado, seja em partes segmentadas, pelo fluído celular ou a planta inteira. Estamos falando de infinitas possibilidades, incluindo combustíveis, produtos químicos abrasivos, tecidos para vestuário e itens de uso pessoal, além de fibras industriais para uso têxtil, e na fabricação de bens de consumo duráveis. Essa gama abrange ainda papéis, bioplástico e material para construção civil. Se considerarmos apenas as sementes, é possível produzir óleos comestíveis, produtos e suplementos alimentares, bem como itens de beleza e higiene pessoal. E daria para listar mais alternativas, muito mais.

Por tudo isso o cânhamo é a commodity do futuro. Quem acompanha essa coluna desde o início, em outubro do ano passado, já conhece todo o potencial dessa planta, capaz de fortalecer o já poderoso agronegócio brasileiro e impulsionar a retomada econômica do País

Por tudo isso o cânhamo é a commodity do futuro. Quem acompanha essa coluna desde o início, em outubro do ano passado, já conhece todo o potencial dessa planta, capaz de fortalecer o já poderoso agronegócio brasileiro e impulsionar a retomada econômica do País. Além disso, sabe que estamos falando de uma variável da espécie Cannabis sativa que possui, no máximo, 0,2% de tetrahidrocanabinol (THC). Ou seja, sem qualquer possibilidade de gerar efeito psicoativo, algo que é sempre bom lembrar.

O Brasil tem tudo para ser protagonista mundial no cultivo, mas seria decepcionante se fôssemos, mais uma vez, apenas fonte de matéria-prima para o mundo. Não. O cânhamo pode nos colocar em um novo ciclo de prosperidade plural, ainda mais pujante no campo e com grandes horizontes para pesquisa, desenvolvimento e fabricação de produtos.

O cânhamo pode nos colocar em um novo ciclo de prosperidade plural, ainda mais pujante no campo e com grandes horizontes para pesquisa, desenvolvimento e fabricação de produtos

Essa revolução verde começou com as revelações da ciência sobre os benefícios do uso medicinal da cannabis. Desde então, o conjunto de evidências científicas desta vertente só aumentou. Porém, as aplicações vão muito além e podem ser divididas em cinco dimensões.

Na primeira, o cânhamo constitui uma commodity com força para impulsionar as receitas do agronegócio. A segunda dimensão envolve suas aplicações industriais sem qualquer relação com o consumo humano direto. Outra vertente reúne alimentos, bebidas e suplementos alimentares.

A quarta dimensão abrange saúde e bem-estar, englobando produtos voltados à prevenção de enfermidades e bem-estar para venda sem prescrição médica (OTCs), cosméticos, entre outros. Temos aí também os medicamentos de uso controlado produzidos a partir da Cannabis sativa que possui maior concentração de THC em sua composição. A última linha contempla produtos de uso adulto que, por enquanto, fica à margem do radar, pois deve demorar bastante para ser desenvolvida no Brasil.

Esse movimento coletivo e colaborativo precisa de novos empreendedores, grandes players e investidores dispostos a fazer acontecer, bem como do papel governamental na definição de regulamentações para cada vertente e de políticas que favoreçam e estimulem a livre iniciativa

Com exceção dos produtos de uso adulto, todas as outras dimensões têm caminho fértil para desenvolvimento do ecossistema de cadeia produtiva. Esse movimento coletivo e colaborativo precisa de novos empreendedores, grandes players e investidores dispostos a fazer acontecer, bem como do papel governamental na definição de regulamentações para cada vertente e de políticas que favoreçam e estimulem a livre iniciativa.

Em relação a outros mercados, o cenário nacional ainda tem percurso mais sinuoso, demandando mais tempo, recursos e esforços. Entretanto, é possível colocar negócios em pé e isso acontece com cada vez maior frequência. Certamente, o trajeto fica mais fácil se a ideia for boa e inovadora.

Por isso, ao longo do ano essa coluna trará informações e dados para quem tem interesse no mercado legal da cannabis em cada uma de suas dimensões. Também revelaremos tendências, apontaremos insights e abordaremos aspectos importantes para projetos bem estruturados saírem do papel e se transformarem em bons negócios

Por isso, ao longo do ano essa coluna trará informações e dados para quem tem interesse no mercado legal da cannabis em cada uma de suas dimensões. Também revelaremos tendências, apontaremos insights e abordaremos aspectos importantes para projetos bem estruturados saírem do papel e se transformarem em bons negócios. Não poderia haver melhor forma de começar o ano do que convidar você para nos acompanhar nessa jornada, com a expectativa de um grande 2021 à frente. Vem comigo!

*Marcelo De Vita Grecco é cofundador, head de Negócios da The Green Hub e colunista do Sechat

As opiniões veiculadas nesse artigo são pessoais e de responsabilidade de seus autores.

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