ETF MSOS registra valorização de 20,5% e destaca força das operadoras americanas
Enquanto o índice global recua, o ETF MSOS acumula ganhos expressivos em 2025, impulsionado pela expectativa de mudanças na Seção 280E
Publicada em 10/01/2026

O ETF MSOS (AdvisorShares Pure US Cannabis) acumulou uma valorização expressiva de 20,5% ao longo de 2025. Imagem: Canva Pro
O mercado norte-americano de cannabis apresentou volatilidade positiva no curto prazo, destacando-se no cenário financeiro. O ETF MSOS (AdvisorShares Pure US Cannabis) acumulou uma valorização expressiva de 20,5% ao longo de 2025.
Esse desempenho contrasta com o setor financeiro global de cannabis, que encerrou 2025 com resultados mistos. O New Cannabis Ventures Global Cannabis Stock Index, principal referência do mercado, registrou uma queda de 4,2%, fechando a 6,59 pontos. Esta marca a quinta desvalorização anual consecutiva do índice.
No entanto, a análise de longo prazo do ETF MSOS ainda revela um cenário desafiador, como explica Alan Brochstein, em artigo para o New Cannabis Venture. O retorno acumulado em cinco anos é de -87,1%, caindo de cotações próximas a US$ 36,50 no final de 2020 para US$ 4,72 no encerramento do último ano. No início de 2026, o fundo registra um recuo de 3,0%, cotado a US$ 4,58.
Expectativa regulatória impulsiona o ETF MSOS
A movimentação de investidores em direção ao ETF MSOS e a alta observada em dezembro de 2025 são atribuídas, em grande parte, à expectativa de reclassificação da cannabis nos Estados Unidos. O foco central é a potencial eliminação da tributação prevista na Seção 280E do código tributário americano.
Caso a reclassificação ocorra e a barreira fiscal seja removida — inclusive com possível perdão de débitos passados —, o impacto seria extremamente positivo para as Operadoras Multiestaduais (MSOs). Contudo, a incerteza sobre a concretização e o cronograma dessa mudança regulatória mantém o mercado em alerta.
O volume de negociações, que foi expressivo em dezembro, apresentou forte redução no início de 2026. Isso indica cautela por parte dos traders em relação ao ETF MSOS. Análises sugerem que, se a Seção 280E permanecer vigente, a liquidez do ativo pode ser comprometida, dificultando a entrada de novos compradores.
Concentração de mercado e desempenho das empresas
O portfólio do ETF MSOS apresenta alta concentração em três grandes empresas multinacionais. Juntas, elas representam 67,7% do fundo. O desempenho individual dessas companhias no início de 2026 reflete a instabilidade do setor:
- Trulieve (OTC: TCNNF): Atual maior participação do fundo, registrou queda de 5,6%;
- Green Thumb Industries (OTC: GTBIF): Segunda maior posição, valorizou 2,0%;
- Curaleaf (OTC: CURLF): Enfrentando desafios relacionados ao endividamento, caiu 1,4%, passando para a terceira maior posição no fundo.
Perspectivas para o ETF MSOS e diversificação
Diante da volatilidade das MSOs e da dependência de decisões políticas, relatórios financeiros apontam para a necessidade de diversificação. Especialistas do setor indicam que segmentos auxiliares e Fundos de Investimento Imobiliário (REITs) de cannabis podem oferecer uma relação risco-retorno mais equilibrada.
Essas alternativas apresentam menor exposição direta ao risco binário da manutenção ou queda da Seção 280E, que afeta diretamente o ETF MSOS. Além disso, empresas licenciadas canadenses também surgem como opções observadas pelo mercado enquanto a definição tributária nos Estados Unidos não se concretiza.
Com informações de New Cannabis Ventures




