O poder das mães

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(Imagem: Arquivo/Sechat)

Por Maria José Delgado Fagundes

O que você fez nos dias de quarentena se reflete no presente. Tenho pensado sobre isso  e concluo que os exercícios de revisão de vida acabaram acontecendo para muitos.  Felizes aqueles que conseguiram nestes dois anos profundos de mudança de hábitos, se  conectar com essências e lapidar conteúdos existenciais para novas temporadas em sua  jornada. 

No meu caso, passados dois anos e um terço dessa experiência imposta pela Covid-19,  quando todos ensaiamos nossos passos de retorno, vejo que na verdade não parei. Me  movimentei de outra forma. É sobre esta dimensão humana que desejo esta partilha  aqui na coluna.  

Convido o leitor a fazer este exercício de revisão e organizar suas significâncias para que  os dois anos loucos da pandemia não apareçam no seu gráfico de vida como colunas  vazias. Creio que isso pode ser gratificante. Então te conto a minha experiência e te  convido a fazer a sua revisão pandêmica. Quem você conheceu? O que você aprendeu?  O que e quem você não pretende esquecer? 

Nos períodos de isolamento senti o desejo de me conectar com histórias, as minhas  próprias e as dos outros.  

Nessa caminhada, entrevistei pessoas, cujas histórias me foram apresentadas de  maneira diversa da sua trajetória profissional. Interagi com cientistas que fizeram muito  pela humanidade, mas me voltei a conhecer também outros interatores do cotidiano que são igualmente relevantes por manifestar o ato do cuidado em seus universos  particulares, que constelam para uma grande família a qual todos nos pertencemos, a  grande família da sociedade humana.  

As nossas revisões de vida acabam um pouco ligadas ao nosso repertório e trajetórias.  E assim, nos dias de isolamento, relacionei-me parlamentares, com servidores públicos, pois fui servidora, atividade profissional dos meus pais, minhas pessoas incríveis que me  ensinaram o valor e o respeito aos profissionais que servem ao povo e ao Estado  brasileiro. Conversei com empresários(as), também com professores doutores, mestres  e especialistas. Entrevistei médicos, profissionais de saúde e mães de filhos com  dependência de cuidados permanentes. 

Um grupo de interatores, em especial, transbordou em mim mais encantamento: as  mães! Ah, esse ser que ninguém explica de onde tira força e luz. Algumas mães que  entrevistei no período da pandemia, fizeram as entrevistas segurando seus filhos nos  braços. Lidando com Doenças Raras e patologias de difícil controle, essas mulheres nos  ensinam como combinam ciência, medicina e amor para vencer obstáculos, para driblar  a doença, para harmonizar sentimentos, dores e não abandonarem o ato de sorrir e  promover amor. 

Na busca por qualquer alternativa que possa mudar o rumo das condições de saúde de  seus filhos, além dos cuidados diários, elas pesquisam na internet, com os médicos parceiros, alguma solução para a condição de saúde diagnosticada. Em sua inquietude maternal vão tecendo redes de troca e fazendo novos caminhos para a busca da cura,  do alívio da dor, da redução das convulsões. – Você já ouviu falar de tratamento com  cannabis (medicinal?) O que é a jornada do paciente? Como eu posso aprender para  melhorar a vida do meu filho? Na obstinada tarefa do amor, as mães não sabem o que  é preconceito. Elas querem a vida e pela vida de seus filhos são estudantes, ouvintes,  garimpeiras de saber, são brasileiras determinadas a defender a vida. 

Espero poder compartilhar com vocês um pouco mais do que aprendi nos dias de  isolamento, com as mães, porque as mães não têm limites para amar e ensinar a amar  e a transformar.

Maria José Delgado Fagundes é CEO na MJDFagundesconsultoria, advogada, profissional  na área de compliance, consultora especializada em saúde, sistemas regulatórios, setor  farmacêutico e associações de suporte a pacientes.

As opiniões veiculadas nesse artigo são pessoais e de responsabilidade de seus autores.

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