Os efeitos do THC no tratamento de dores crônicas

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Para o colunista, um dos grandes problemas é o preconceito, já que o uso do THC é visto por grupos conservadores como coisa de “maconheiro” e que defendê-lo tem como interesse o uso adulto (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)

Coluna de Fabricio Pamplona*

Muito se discute sobre o uso de cannabis em tratamentos médicos. Há 5 anos, no dia 14 de janeiro de 2015, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou, finalmente, o uso do Canabidiol (CBD). Porém, de forma controlada. 

A polêmica sobre o uso de Cannabis está em cima do uso do THC (tetrahidrocanabinol), outra substância estudada e usada em tratamentos, como a Fibromialgia, mas que, por causa dos efeitos psicoativos, tem seu uso vetado no Brasil.

Um dos grandes problemas gira em torno do preconceito, já que o uso do THC é visto por grupos conservadores como coisa de “maconheiro” e que a defesa em cima do uso tem como interesse o uso recreativo.

Porém estudos sérios estão sendo feitos sobre o uso de THC em pacientes que sofrem de dores crônicas, como no caso da Fibromialgia, melhorando em boa parte dos casos a qualidade de vida do paciente. 

Essa é uma síndrome que não tem uma causa conhecida. Na maioria dos casos os sintomas de dor aparecem como os primeiros sintomas, seguido de insônia, alterações de humor e fadiga intensa. Essa síndrome atinge cerca de 4% da população com idades entre 18 e 65 anos, no mundo todo. 

Por ser crônica, o tratamento é focado em controlar a dor, através de exercícios físicos, uso de medicamentos, além de terapias alternativas como acupuntura. 

Por ser algo muito incômodo para o paciente, podendo levá-lo a uma depressão profunda, testes estão sendo feitos sobre o uso de THC para tratamento desse tipo de paciente. Com resultados surpreendentes e muito animadores para os médicos que.

O mais surpreendente é que os resultados foram obtidos com pacientes fazendo uso de doses muito baixas (cerca de 4mg/dia). Uma quantidade muito menor que as quantidades do uso recreativo e com efeitos colaterais bem parecidos com medicamentos neurológicos. Com isso, conseguimos afirmar que o uso poderá ser feito com segurança e com a possibilidade de resultados incríveis durante o tratamento médico.

Além da diminuição da dor, que é o objetivo principal. A Cannabis tem um efeito de bem-estar. Ajudando assim o paciente a se livrar de depressão, insônia e outras queixas, devolvendo assim a alegria em viver. 

O que precisamos é que se continue trabalhando para mostrar aos opositores do uso do THC que uma coisa é o uso recreativo, outra coisa é o uso sério de uma substância que visa beneficiar milhões de pacientes que precisam de algo eficiente, que devolva o sorriso e a vontade de viver do paciente.

*Fabricio Pamplona é doutor em Psicofarmacologia, cofundador da Proprium Health, Technology and Science e do Instituto Phaneros e colunista do Sechat

As opiniões veiculadas nesse artigo são pessoais e de responsabilidade de seus autores.

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