Para Steve DeAngelo, sempre é hora de investir em uma boa startup

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Reprodução da tela da Live com Steve DeAngelo

Valéria França

Se existisse uma universidade da indústria da Cannabis, seria possível dizer que Steve DeAngelo é um professor pós-graduado. Ele vem investindo no setor nas últimas quatro décadas. O Brasil conseguiu a primeira regulação no fim do ano passado– tem muito a aprender.

No início da webinar, nesta quinta-feira (4), o pai da Cannabis foi colocado no centro do vídeo, rodeado por quatro entrevistados e admiradores, curiosos sobre o interlocutor e ansiosos para contar o que o Brasil vem fazendo.

Daniel Jordão (fundador do Sechat), Paula Carvalho (gerente de comunicação da Humanitas360), Marcelo De Vitta Grecco e Alex Lucena (ambos diretores da The Green Hub) não tiveram muito tempo, mas cada um deles pode fazer ao menos duas perguntas.  

De Angelo apareceu com o visual de sempre. Vestia paletó e usava chapéu de onde desciam duas tranças de cabelo. Estava mais sóbrio e menos risonho do que nas fotos.

Enfim, “o pai da Cannabis”, como é conhecido, estava ali para falar sobre negócios– assunto que domina e leva a sério. Ao contrário do que muitos esperam, DeAngelo é um cavalheiro– nunca atropela a fala dos demais–, não usa “slangs”, mantem sempre o tom e o ritmo.

Desafios

Jordão perguntou sobre os desafios de um dos empreendimentos dele, o Harborside Health, um dispensário, em Oakland, a primeira cidade permitir este tipo de comércio nos EUA. A licença veio em 2006. No ano passado, a Harborside se tornou uma empresa pública com ações na bolsa do Canadá.

Segundo ele, o desafio é “as altas taxas de impostos, 17%, muito para o este negócio”, disse DeAngelo. “Elas refletem nos preços. Um dos grandes problemas é que a metade dos consumidores estão indo para o mercado paralelo.”

Desde que apareceu pela primeira vez na TV, em 1974, ele tinha objetivos claros. “Minha meta é fornecer ao mundo uma Cannabis segura e acessível e a única maneira de viabilizá-la será através do engajamento do processo global de comércio, como fazem as empresas públicas canadenses”, disse em uma entrevista. Na época, DeAngelo tinha 16 anos.

Programa social

Paula Carvalho contou que o Humanitas360 tem um projeto com mulheres encarceradas. Em seguida, quis saber um pouco mais sobre o The Last Prisioner, fundado e mantido por DeAngelo, que pela descriminalização da maconha e pela liberdade dos que foram parar atrás das grades por causa da erva. “Temos um sistema de acolhimento e acompanhamento dos prisioneiros, que ganham a liberdade. A ideia é inseri-los no mercado”, contou.

Alex Lucena contou sobre O Ilegal, dirigido por Tarso Araujo e Raphael Erichsen (2014). O filme conta a luta das mães que precisam comprar Cannabis para tratar os filhos, que possuem síndrome raras.

Investimentos

Vitta Grecco perguntou se agora é uma boa hora de investir em uma startup de Cannabis. A resposta não podia ser melhor: “Sempre é hora de investir em uma boa startup.” Ele ainda ponderou: “Vale lembrar que Cannabis ainda é estigmatizada e não temos regulação em todos os lugares.” Em outras palavras, a pesquisa sobre o local torna-se indispensável.

Mas encerrou com palavras de esperança: “Vocês estão construindo não apenas uma empresa nova, mas um novo setor. Veja tudo o que vocês não gostam do atual sistema – racismo, falta de oportunidade– e faça diferente.”

Em breve, o link da live será disponibilizado. Aguardem.

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