Patagônia prepara 4 laboratórios para analisar Cannabis medicinal

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A preocupação de auto-cultivadores, organizações, médicos e pessoas físicas em saber o que produzem ou consomem levou os laboratórios públicos da Patagônia a solicitarem autorização do Conicet para começar a avaliar a qualidade dos preparos (Foto: Divulgação)

Para evitar o consumo de Cannabis medicinal em concentrações inadequadas ou erradas, a Patagônia se prepara para abrir quatro laboratórios de análises químicas. Esses laboratórios permitirão mais certeza sobre o conteúdo dos óleos de cannabis que as pessoas obtêm por cultivo próprio ou por compra.

A movimentação dos laboratórios foi iniciada por diferentes necessidades que foram percebidas. Os médicos reconhecem que estão atendendo cada vez mais pacientes que procuram os consultórios relatando o óleo de cannabis. Mas muitas vezes eles não alcançam o efeito esperado. Pode acontecer que nem a variedade da planta nem a dose sejam adequadas. Ou que o suposto óleo de cannabis não contém cannabis.

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“Estamos saindo de um paradigma que criminaliza o uso da cannabis por uma lógica de saúde pública”, disse José Rolando Gonzlez, do Conicet (Conselho Nacional de Pesquisa Científico e Técnicas). A preocupação de auto-cultivadores, organizações, médicos e pessoas físicas em saber o que produzem ou consomem levou os laboratórios públicos da Patagônia a solicitarem autorização do Conicet para começar a avaliar a qualidade dos preparos. O trabalho começará assim que a pandemia do coronavírus permitir, por meio de cromatografia, método que serve para preparar substâncias e quantificá-las.

“Fizemos testes com óleos que as pessoas compraram e alguns eram azeite. Eles nem tinham cannabis. Por outro lado, quem a auto-cultivou sabe que é cannabis, mas não conhece a composição exata ”, Guillermina Bongiovanni, diretora do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento em Engenharia de Processos, Biotecnologia e Energias Alternativas.

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Outro pesquisador do Conicet, Daniel Barrio, disse que analisaram óleos ricos em THC (tetrahidrocanabinol) que seriam dados a pacientes com problemas neurológicos quando, na realidade, precisavam de óleos ricos em canabidiol. É que cada patologia exige princípios ativos diferentes da planta de cannabis se ela for procurada como tratamento. Embora valha a pena esclarecer que a cannabis medicinal não é útil para todas as doenças sofridas por seres humanos.

Os especialistas alertaram que o consumo de óleo de cannabis sem controle pelos médicos acarreta muitos riscos e, hoje, muitas pessoas compram ou produzem seu próprio óleo de cannabis sem saber a composição química.

A organização civil Ciência Sativa organiza conferências abertas para profissionais de saúde interessados ​​em aprender sobre a Cannabis medicinal, terapêutica e paliativa. Mais médicos estão procurando informações. “Além disso, com a pandemia, aumentaram as consultas por insônia e ansiedade”, disse a bióloga Gabriela Calzolari, da Ciência Sativa.

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Río Negro será o pioneiro de uma experiência de produção de cannabis para fins terapêuticos e pesquisa em 2 hectares do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) em Guerrico, próximo ao General Roca. 

Há evidências científicas sobre o benefício do uso da Cannabis medicinal em epilepsias refratárias, dor neuropática e espasticidade muscular. Também para acalmar a dor, segundo Daniel Barrio, professor da Universidade de Río Negro e pesquisador farmacêutico do Conicet. Ele ressaltou que “é usado principalmente em pacientes com dor tratados com morfina. Diante de uma crise de dor, é preferível usar cannabis em vez de aumentar a dose de morfina”. Ele mencionou que também há evidências científicas “embora não tão conclusivas para tratamentos do sono, câncer (para melhorar o apetite, por exemplo), síndrome de Tourette e outros problemas neurológicos. Existem algumas evidências científicas relacionadas ao Parkinson e ao tratamento de náuseas e vômitos em pacientes com câncer. Para tratamentos de pele as evidências são um pouco mais fracas”, reconheceu Barrio. O UNRN avançou em um acordo com a Rionegrina Pharmaceutical Production Company (Profarse), que inclui produtores de cannabis locais e municípios.

Fonte: Rio Negro 

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