Pés de cannabis geneticamente modificados produzem 20% a mais de THC

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(Imagem: Freepik/DCStudio)

Por João R. Negromonte com informações de Yahoo Notícias

Uma pesquisa realizada em Israel por cientistas da Hebrew University of Jerusalem buscava, como objetivo primário, encontrar formas de intervir em caminhos bioquímicos da planta de cannabis para aumentar ou diminuir a produção de substâncias ativas usadas na produção de medicamentos, como o THC.

Assim, através de modificação genética, os pesquisadores manipularam um vírus de plantas em que os efeitos nocivos em humanos, primeiramente, foram neutralizados, para depois fazer com que seus genes influenciassem a produção de substâncias nos pés de cannabis. Isto é, por meio de ferramentas biológicas sintéticas, os cientistas conseguiram modificar os teores das substâncias ativas, alteração biológica esta, ocorrida pela primeira vez na história. 

Com isso, o resultado final foi:

  • Tetrahidrocanabinol (THC): Aumento de 17%
  • Canabigerol (CBG): Aumento de 25%
  • Terpenos: Aumento de 20% a 30%

Mas o que são estes compostos? 

Para quem ainda não ouviu falar deles, vamos explicar. O THC é um dos principais compostos psicoativos da cannabis, considerado talvez o mais famoso dentre eles. O CBG por sua vez, é um canabinoide precursor de todos os outros, ou seja, é através dele que os outros compostos surgem. E os terpenos, responsáveis por maximizar os efeitos eufóricos, são quem conferem às plantas uma variedade de sabor e aromas, como o das frutas cítricas, frutas vermelhas, hortelã e pinho. 

Até o momento, já são conhecidos mais de 200 ingredientes ativos derivados da cannabis, e diversas pesquisas vêm sendo feitas para identificar substâncias e tratamentos médicos adicionais originários da mesma. Por isso, modificar as variedades da cannabis para produzir certas substâncias ou alterar a razão entre elas não era possível — até agora.

Segundo os pesquisadores, o estudo será útil tanto para a indústria, já que o rendimento das substâncias ativas poderá aumentar sem a necessidade de plantar mais espécimes, quanto para pesquisas médicas, já que será possível cultivar e desenvolver novas variedades para uso médico. Mais experimentos têm sido feitos pela equipe, que deve divulgar os resultados à indústria e à pesquisa farmacêutica nos próximos meses.

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