Prohibition Partners lança a segunda edição do Relatório Sobre Cannabis da América Latina e Caribe

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Segundo a Prohibition Partners, a expectativa para a região é grande, com possibilidades incomparáveis ​​de custo-benefício, localização estratégica e mercado interno que pode gerar alta demanda de uma população que deverá ultrapassar a marca de 700 milhões na atual década (Foto: Divulgação/Prohibition Partners)

Charles Vilela

A Prohibition Partners, empresa de dados, inteligência e networking, acaba de lançar a segunda edição do Relatório Sobre Cannabis da América Latina e Caribe. O documento investiga a legalização pioneira na Colômbia e no Uruguai, com a participação de algum grau da Argentina, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Jamaica, Trinidad e Tobago e Saint Kitts. 

O primeiro relatório da América Latina foi lançado em outubro de 2018, quando o mercado regional estava começando a aquecer-se com as regulamentações no Uruguai e na Colômbia. Já o levantamento de agora aponta que alguns países estão seguindo o caminho da descriminalização do uso adulto da cannabis e outros estão dando passos rumo à legalização total. A expectativa é grande para a região, com possibilidades incomparáveis ​​de custo-benefício, localização estratégica e mercado interno que pode gerar alta demanda de uma população que deverá ultrapassar a marca de 700 milhões na atual década.

>>> Argentina aposta na ampliação do acesso à Cannabis medicinal com segurança

Entre os dados apresentados está o registro de que o comércio total entre os países latino-americanos e a China aumentou de 17 bilhões de dólares em 2002, para mais de 315 bilhões de dólares em 2019. Um grama de botão de cannabis vale entre 50 e 80 centavos de dólar na Colômbia, enquanto no Canadá a mesma quantidade pode custar 2 dólares e 14 centavos. A indústria de cannabis da região tem um valor de mercado estimado em 2020: 168 milhões de dólares, que deverá crescer para 824 milhões de dólares até 2024.

De acordo com Hector Gomes de Sousa, analista da América Latina e Caribe da Prohibition Partners, os dados que mais chamaram atenção da consultoria foi o aumento do número de pacientes, particularmente no Brasil e na Colômbia, e as mudanças legais que estão em andamento, com países nas Ilhas do Caribe, Equador, Peru e México que estão discutindo o uso adulto da cannabis. Ele destaca ainda a entrada no mercado de novas empresas que estão obtendo certificados de boas práticas e exportações da Europa. “O mercado está se aquecendo em termos globais, com os países modificando suas leis para conseguir exportar e outros entrando no jogo, com Peru, Paraguai e Equador, super interessados no tema do cânhamo”, disse. 

Hector Gomes de Sousa, da Prohibition Partners, considera ser importante que a Europa entenda as oportunidades que existem na América Latina e no Caribe (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)

>>> Ducci: decisão da Argentina reforça a ideia que o Brasil não pode perder tempo com discussões ideológicas

Segundo a Prohibition Partners, a expectativa para a região é grande, com possibilidades incomparáveis ​​de custo-benefício, localização estratégica e mercado interno que pode gerar alta demanda de uma população que deverá ultrapassar a marca de 700 milhões na atual década. “A América Latina e Caribe também se beneficiam de mão de obra e custos de construção de baixo custo, o que significa que o custo geral de produção pode ser até 80% menor do que o da América do Norte”, aponta o documento. “O cultivo de cannabis na ALC é, portanto, um pacote de alto rendimento e margem de manobra, e a região está reconhecendo rapidamente seu próprio potencial para se tornar um competidor importante na indústria do cânhamo e da cannabis em todo o mundo.”

O público-alvo abrangente

O foco principal do relatório é o público da América Latina e Europa, além de América do Norte e Oceania. Segundo Sousa, a ideia da Prohibition Partners com a produção do documento é que ele seja uma ponte facilitadora de negócios e regulamentações entre os países, empresas e governos da América Latina e da  Europa. “Queremos oferecer uma visão dos dois lados, quebrando estereótipos que existem de que as coisas (daqui) não são bem feitas”, disse. “É importante que a Europa entenda que (a situação) é complexa, mas está avançando muito. Entendemos que na Europa existem oportunidades, mas também aqui na AL (elas existem).”

>>> Quais as diferenças entre descriminalização e legalização das drogas?

Como acessar a 2ª edição do Relatório Sobre Cannabis da América Latina e Caribe

O relatório pode ser acessado neste link. A pessoa interessada só precisa colocar o nome, o e-mail, e o relatório será enviado de modo gratuito.

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

ASSINE NOSSA NEWSLETTER PARA RECEBER AS NOVIDADES

ASSINE NOSSA NEWSLETTER
pt_BRPortuguese
pt_BRPortuguese