Associação vai doar canabidiol para médicos que atuam no ‘front’ contra coronavírus

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Foto: Divulgação

Por Caroline Apple

A Abrace (Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança) vai doar canabidiol para médicos que estão no front do combate ao coronavírus que estejam com suspeita da doença ou apresentando sintomas da infecção.

De acordo com Cassiano Teixeira, diretor da associação, a ideia surgiu a partir de uma conversa com o diretor científico do Sechat, o neurocirurgião Pedro Pierro, porém, a ideia só saiu do papel quando o diretor soube que havia um médico prescritor de Cannabis da Abrace entre os doentes.

“Eu quis tomar uma atitude em relação aos médicos desde que vi a notícia do primeiro caso de um médico entubado por causa do coronavírus. Então surgiu a ideia de atender a esses profissionais da saúde, doando canabidiol em óleo e em formato de vaporização”, conta o diretor.

A ideia é cadastrar 20 médicos neste primeiro momento, que irão receber 100 ml do óleo ou o vaporizador, dependendo da condição clínica que o profissional da saúde apresentar. “Já temos dois médicos cadastrados”, conta.

Canabidiol x Coronavírus

A atitude da associação não tem base científica, mas, Teixeira se apoia em estudos que apontam que o CBD pode ajudar no tratamento dos sintomas de diversas doenças, aliviando a dor e agindo como anti-inflamatório e broncodilatador.

“Pretendemos ajudar os médicos, gratuitamente, e também começar uma observação clínica para averiguar o potencial do CBD neste caso, para quem sabe, no futuro, surgir uma pesquisa clínica definitiva sobre os efeitos do canabidiol nos sintomas da Covid-19”, diz o diretor.

O neurocirurgião Pedro Pierro reafirma que não há nenhum tipo de estudo científico que comprove os possíveis benefícios, porém acredita que essa ação da Abrace possa ajudar a dar novos rumos para o tema diante do que será observado entre os médicos que farão o uso do canabidiol.

“Não tem estudo nenhum que indique que é relevante o uso do canabidiol no tratamento ou na prevenção do coronavírus, mas, temos uma impressão, não documentada, que isso possa acontecer. Daí a ideia de fazer essa observação”, explica Pierro.

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