“Avanço não foi nada tímido”, avalia cientista Fabrício Pamplona sobre regulamentação da Cannabis

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

O neurocientista Dr. Fabricio Pamplona é um farmacologista de canabinoides que acompanha de perto, tanto a pesquisa, quanto os movimentos políticos sobre a Cannabis medicinal no Brasil. O pesquisador catarinense trabalhou no desenvolvimento da Entourage Phytolab e hoje é do conselheiro do CNPq, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Voz importante no cenário da maconha medicinal no Brasil, Pamplona avalia como um avanço “coerente” as votações da Anvisa desta terça-feira (03), dia em que foi aprovada a regulamentação do registro e monitoramento de medicamentos à base da planta, porém que foi arquivada a proposta de plantio com fins medicinais e pesquisa no Brasil.

“É um avanço importante para o país. É que claro tem suas restrições, não agrada todo mundo. O aspecto de não ter saído o cultivo é um restrição, sim, mas é um dia muito importante para o país. É um passo que não foi tímido, não restringe a composição dos produtos. Muita gente tinha receio de que só fosse aprovado produtos à base de canabidiol, o que não faria muito sentido, já que temos o Mevatyl registrado no país.

Para o neurocientista, a Anvisa mostrou capacidade de articulação com  o tema:

“O fato de terem proposto um novo texto e ele ter sido aprovado por unanimidade demonstra a capacidade de articulação, de entendimento das necessidades e conversas entre os diretores da Anvisa”.

“Favorece os grandes players”

Apesar de elogiar a articulação e o texto aprovado pela agência, Pamplona critica o caráter “big pharma” da proposta.

“É um modelo que favorece os grandes players, a importação de insumo e a produção industrial por grandes farmacêuticas. Nada diferente do que já é o mercado farmacêutico tradicional, embora a criação de uma classe distinta de produtos à base de cannabis foi a medida mais certeira, porque permite regulamentar de maneira específica como esse tipo de produto exige”.

“Por fim, é um registro que não está atrelado a uma indicação terapêutica. Portanto, vai se restringir à qualidade farmacêutica dos produtos, muito semelhante ao que Portugal e o Canadá definiram. E o uso terapêutico desses produtos vai ficar à descrição de médico e paciente, sob a proteção de um termo de responsabilidade”.

Leia também

Veja outras declarações de autoridades brasileiras sobre o tema

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
ASSINE NOSSA NEWSLETTER PARA RECEBER AS NOVIDADES
ASSINE NOSSA NEWSLETTER