Cannabis medicinal melhora qualidade de vida de atleta com deficiência física

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#PraCegoVer: em destaque, fotografia em close de um conta-gotas preto contendo óleo de cannabis que é segurado próximo ao frasco. Imagem: Elsa Olofsson | Unsplash

curadoria e edição Sechat, com informações de Gravital

No último Censo Demográfico brasileiro, realizado em 2010, 45,6 milhões de pessoas declararam ter pelo menos um tipo de deficiência, seja do tipo visual, auditiva, motora ou mental/intelectual, o que representa 23,9% da população brasileira.

Uma queixa comum entre os deficientes físicos é a dor neuropática, que ocorre devido à lesão nervosa no local do trauma, e que pode ser extremamente dolorosa.

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A dor neuropática é definida como dor causada por lesão ou disfunção do sistema nervoso, que resulta na ativação anormal das vias nociceptivas (fibras neuronais que transferem estímulos dolorosos).

A dor neuropática pode tornar-se “dor crônica”, que é definida por dor que persiste após a resolução de uma lesão ou que acompanha uma lesão que não se cura. Essas condições são geralmente de difícil controle medicamentoso, sendo muitas vezes necessária a introdução de opioides, os quais possuem diversos efeitos colaterais e alto potencial de adicção. “O tratamento com medicações à base de cannabis pode vir a ser um substituto seguro e eficaz sem esses efeitos colaterais danosos”, comenta a endocrinologista da Clínica Gravital, Thaís Perlingeiro.

Esta é uma das áreas onde mais estão sendo realizados estudos clínicos. Foram avaliados 43 estudos com o uso de medicina à base de cannabis para manejo de uma variedade de tipos de dores crônicas e de pós-operatório. A revisão sugeriu eficácia no alívio de dores crônicas, principalmente da dor neuropática.

Robson Camargo Prestes, empresário e esportista de 39 anos, de Santos, litoral de SP, é biamputado há 18 anos e faz tratamento à base de cannabis na Clínica Gravital.

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“Venho numa evolução dos cotos, acessórios, próteses, tecnologias e agora a medicina. Por isso, trago também um quadro de ansiedade, insônia e dores, às vezes dores fortes. E por esse motivo procurei o tratamento com canabidiol (CBD), eu uso dois medicamentos à base do CBD, um gel anti-inflamatório para dores nos cotos e um óleo para ansiedade e insônia”, relata o atleta, “o gel é um espetáculo, resolveu dores que nenhum remédio resolvera até então. Ajuda muito no pós-treino, onde alguns locais do coto ficam bem doloridos dependendo das atividades que fiz no dia”.

“Nitidamente durmo melhor e estou mais calmo, menos ansioso”, declara Robson sobre os resultados obtidos após o uso do óleo à base de CBD.

“Dormir é tudo. Trabalho com esporte num clube de canoa havaiana e um dos pilares de nossa filosofia é o descanso. Antes, por causa da insônia, tinha bastante dificuldade com os treinos de manhã, agora comprovo a melhora no time na água. Fora que eu sou bem explosivo e depois que comecei a tomar o CBD estou bem mais tranquilo nesse sentido. Então, claramente tenho uma qualidade de vida muito melhor após o inicio do tratamento”, conclui o atleta.

Robson também falou sobre o atendimento realizado pelos médicos da Gravital: “eles foram totalmente atenciosos, inclusive com as orientações e acompanhamento da autorização da Anvisa. Em plena pandemia, eles aderiram ao atendimento on-line sem deixar os pacientes sem atendimento”.

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Indico o tratamento com CBD sim e não apenas para deficientes, mas pra todo mundo. No meu caso são dores musculares ou crônicas e a ansiedade, mas somos todos humanos e ninguém esta imune a esses problemas. No meu caso, para os cotos resolve um problema de dores que me acompanham há anos e agora consigo um pouco mais de conforto, então indico pra qualquer amputado”, recomenda.

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