Cannabis: não é para todos, é para cada um

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(Imagem: Arquivo/Sechat)

Por Erick Ponce

O poder coletivo da cannabis – essa promessa de poder mudar o mundo – tem sido um dos principais motores que tem impulsionado a narrativa desta indústria. Sem dúvida, existe uma grande comunidade de cannabis em todo o mundo e devemos muito do esforço de legalização e conscientização a essa ordem social que inspira a planta.

É necessário, no entanto, esclarecer que esse poder comunitário da planta se baseia na experiência terapêutica pessoal e no bem-estar individual. A relação que temos com a cannabis é de uma natureza absolutamente íntima e particular.

Basta conversar com pacientes, consumidores ou com quem já teve contato com a planta. Cada um vai nos contar sobre uma experiência única, que, no entanto, pode ser contextualizada de forma geral: o poder curativo da cannabis.

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É nessa dicotomia que podemos começar a vislumbrar uma série de problemas. Em particular a mercantilização do mercado: com a grande variedade de produtos de cannabis disponíveis (lícitos ou ilícitos), às vezes é impossível saber qual deles usar ou qual dose e via de administração necessária, dependendo do efeito desejado.

Embora isso não represente um problema sério no uso responsável por adultos (descrito erroneamente como uso recreativo); muitos dirão que a mesma experimentação de provar diferentes combinações e doses faz parte da experiência gratificante da cannabis, no entanto, não é assim para o uso terapêutico e medicinal da planta. Os pacientes não devem e não querem experimentar sua medicação.

É aqui que me atrevo a dizer que a cannabis não é para todos, mas para cada um. A diferença está no fato de que devemos abordá-la com o mesmo rigor médico-científico que permeia o restante das ciências da saúde e que exige uma visão centrada no paciente, e não na droga.

Equipados com novas ferramentas e tecnologias cada vez mais precisas, além de maior conhecimento sobre a planta cannabis, os profissionais de saúde podem selecionar uma terapia ou tratamento com base no perfil e idiossincrasia do paciente.

A personalização, então, de medicamentos à base de canabinoides pode não apenas minimizar os efeitos colaterais, garantindo um resultado mais tangível e mensurável, mas também pode ajudar a conter os custos em comparação com uma abordagem de “tentativa e erro” para o tratamento da doença.

A medicina personalizada é a adaptação do tratamento médico-terapêutico às características individuais de cada paciente. A abordagem é baseada no método científico, bem como no mantra que temos (e devemos) seguir na cannabis: comece baixo, vá devagar.

A cannabis encontrou uma grande companheira neste caminho da terapia personalizada: a medicina magistral. Esse tipo de medicamento leva em consideração as características específicas de cada paciente, como idade, sexo, peso, doenças e em alguns casos até sua genômica, para gerar um plano de tratamento abrangente, gerando preparações ajustadas às doses e apresentações exigidas pelo paciente, tratando a doença de forma individual e não genérica.

Esta prática, devidamente reconhecida pelas autoridades sanitárias nacionais e internacionais, é a candidata perfeita não só para a prática médica baseada em canabinoides, mas também para que, juntamente com o movimento social por trás da planta cannabis, seja possível combater o status quo, evitando a comercialização, o monopólio e garantindo a acessibilidade e qualidade dos medicamentos aos pacientes.

A medicina personalizada tem o potencial de mudar nossa maneira de pensar, conhecer, identificar e gerenciar os possíveis argumentos contra o uso de cannabis medicinal, como interações, efeitos colaterais e adequação do tratamento, buscando sanar as deficiências criadas pelos medicamentos comerciais, que recomendam doses genéricas para toda a população agrupada em uma única categoria: “adultos e crianças maiores de 12 anos”.

Lembre-se: somos únicos, assim como todos os outros!

As opiniões veiculadas nesse artigo são pessoais e não correspondem, necessariamente, à posição do Sechat.

Sobre o autor:

Erik é um empreendedor nato e fundou sua primeira empresa aos 16 anos. Em 2003, criou a Fadermex, empresa especializada em personalização de prescrições médicas no México. Foi convidado a participar como investidor, consultor e aliado do Grupo Artcan, uma empresa americana dedicada ao cultivo, extração, processamento e comercialização de cannabis e produtos derivados, com atuação em diversos estados americanos.

Em 2017, fundou a ICAN, empresa focada no mercado de cannabis medicinal na América Latina, que promove a educação, informação, colaboração e certificação sobre cannabis e seus derivados.

Em 2019, foi eleito presidente do “Grupo de Promoção da Indústria de Cannabis”, grupo mexicano sem fins lucrativos que unifica a indústria, com a participação de players internacionais e locais.

Em 2021, foi nomeado vice-presidente da “American Network of Cannabis Associations”, rede de associações que buscam unir o mercado de cannabis sob a visão de compartilhar boas práticas, padrões de qualidade e melhorias regulatórias para impulsionar a indústria da cannabis.

Erick tem participado como palestrante em diversos espaços, nacionais e internacionais, onde foi convidado por grupos privados e governamentais, incluindo países como Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Peru e, claro, México.

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O texto de Erick Ponce foi escrito originalmente em espanhol, confira na íntegra:

Cannabis: No es para todos, es para cada uno

El poder colectivo del cannabis, aquella promesa de poder cambiar al mundo, ha sido uno de los principales motores que ha impulsado la narrativa de esta industria. Sin duda hay una gran comunidad cannábica al rededor del mundo; debemos gran parte de los esfuerzos de legalización y sensibilización a este orden social que inspira la planta.

Es preciso, sin embargo, aclarar que este poder comunal de la planta está fundamentado en la experiencia personal terapéutica y del bienestar individual. La relación que tenemos con cannabis es de un orden absolutamente íntimo y particular.

Basta con platicar con pacientes, consumidores o con cualquier persona que haya tenido acercamiento con la planta. Cada uno nos relatará una experiencia única, que, sin embargo, se puede contextualizar de forma generalizada: el poder curativo del cannabis.

Es en esta dicotomía donde podemos empezar a vislumbrar una serie de problemáticas. En particular la mercantilización del mercado: con la gran variedad de productos de cannabis disponibles en el mercado (lícito o ilícito), a veces resulta imposible saber cuáles de estos usar o qué dosis y vía de administración emplear, dependiendo del efecto deseado.

Si bien esto no presenta un grave problema en el uso adulto responsable (malamente descrito como el uso recreativo); muchos dirán que la misma experimentación de probar distintas combinaciones y dosis es parte de la experiencia gratificante del cannabis, no es así para el uso terapéutico y medicinal de la planta. Los pacientes no deben ni desean experimentar con su medicamento.

Es aquí donde me atrevo a decir que el cannabis no es para todos, sino para cada uno. La diferencia radica en que debemos acercarnos con la misma rigurosidad médico-científica que permea el resto de las ciencias de salud y que exige una visión centrada en el paciente, no en el fármaco.

Equipado con nuevas herramientas y tecnologías, cada vez más precisas, así como con mayor conocimiento al rededor de la planta del cannabis, los profesionales de la salud pueden seleccionar una terapia o tratamiento basado en el perfil e idiosincrasia del paciente. 

La personalización, entonces, de la medicina basada en cannabinoides, no solo puede minimizar los efectos secundarios, garantizando un resultado más tangible y medible, sino también puede ayudar a contener los costos en comparación con un enfoque de “ensayo y error” ante el tratamiento de la enfermedad.

La medicina personalizada es la adaptación del tratamiento médico-terapéutico a las características individuales de cada paciente. El enfoque se basa en el método científico, así como en el mantra que tenemos (y debemos) seguir en cannabis: start low, go slow (empieza con dosis bajas y ajusta mesuradamente). 

Cannabis ha encontrado a una gran compañera en este camino de la terapéutica personalizada: la medicina magistral. Este tipo de medicina toma en consideración las características específicas de cada paciente, como edad, género, peso, padecimientos y en algunos casos hasta su genómica, para generar un plan de tratamiento integral, generando preparaciones ajustadas a las dosis y presentaciones que requiere el paciente, tratando a la enfermedad individualmente y no genéricamente.

Esta práctica, debidamente reconocida por las autoridades sanitarias nacionales e internacionales, es el candidato perfecto no solamente para la práctica médica basada en cannabinoides, sino para que, junto con el movimiento social detrás de la planta de cannabis, se logre combatir el statu quo, evitando la mercantilización, el monopolio y garantizando la accesibilidad y calidad de los medicamentos para los pacientes.

La medicina personalizada tiene el potencial de cambiar nuestra forma de pensar, conocer, identificar y manejar los posibles argumentos en contra de usar el cannabis medicinal, tales como interacciones, efectos secundarios y adecuación del tratamiento; buscando subsanar las carencias creadas por los medicamentos comerciales, los cuales recomiendan dosis genéricas para toda la población agrupada en una sola categoría: “adultos y niños mayores de 12 años”.

Recordemos: somos únicos, al igual que todos los demás.

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Las opiniones expresadas en este artículo son personales y no necesariamente corresponden a la posición de Sechat.

Sobre el Autor:

Erik fundó su primera compañía a los 16 años. En 2003, fundó Fadermex, una compañía líder en formulación magistral (personalización de prescripciones médicas) en México.

Fue invitado a participar como inversionista, consultor y aliado en Artcan Group, una empresa estadounidense dedicada al cultivo, extracción, procesamiento y venta de cannabis y productos derivados, con operaciones en diversos estados de la unión americana.

En 2017, fundó ICAN, empresa enfocada en el mercado de cannabis medicinal en Latinoamérica y al mismo tiempo promoviendo la educación, información, colaboración y certificación sobre el cannabis y sus derivados.

En 2019, fue elegido presidente del “Grupo Promotor de la Industria del Cannabis”, un grupo mexicano empresarial sin fines de lucro que unifica a la industria, con la participación de jugadores internacionales y locales.

En 2021 fue nombrado vicepresidente de la “Red Americana de Asociaciones de Cannabis”, la red de asociaciones que busca unir al mercado de cannabis bajo la visión de compartir buenas prácticas, estándares de calidad y mejora regulatoria para impulsar la industria de cannabis.

Erick ha participado como ponente en diversos espacios, tanto nacionales como internacionales, donde ha sido invitado tanto por agrupaciones privadas como de gobierno, incluyendo países como Canadá, Chile, Colombia, Ecuador, Estados Unidos, Perú, y por supuesto México.

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