Gastronomia canábica: Brasil começa a se posicionar no mercado

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De clássicos brownies a cookies, passando por bebidas e pratos salgados, a culinária com cannabis vem mostrando seu valor no mercado de infusão dos óleos canábicos (foto: reprodução)

Curadoria e edição Sechat, com informações de Hypeness

Com a liberação da cannabis em diversos países do mundo, o uso medicinal, industrial e, claro, adulto da planta, abriu as portas para algo que a gente já experimentava na adolescência, mas com ares renovados. A diferença é que agora, com estudos que mostram os benefícios da erva, crescem o número de pessoas que estão incluindo a cannabis em sua alimentação cotidiana. As receitas canábicas, foram além do brigaderonha e dos ‘space cookies’ para chegar ao nível da inovadora gastronomia.

O assunto que por aqui, atrasadamente, ainda é tratado como caso de polícia, não tem nada de novo pelo mundo afora. Redes de fast food e até restaurantes de grandes chefs, já deram à erva lugar cativo na seleção de ingredientes.

Mas não é só de “comidas criativas” que a cannabis busca seu espaço fora dos telejornais sensacionalistas. Agora, estamos falando de investimento pesado de gigantes do capitalismo, como a Coca-Cola, ou mesmo em tantas celebridades hollywoodianas que investem milhares de dólares nessa industria promissora.

Um exemplo de como esse mercado gastronômico tende a crescer ainda mais, é o reality show da Netflix focado nas receitas cannabicas (Cooking On High), que coloca 10 chefs uns contra os outros para criar o prato mais saboroso e criativo para um painel de quatro juízes de celebridades. A única ressalva é que todas as receitas devem deixar todos os jurados ‘ligados’. Isso significa que, presumivelmente, os chefs também terão que dominar a arte da descarboxilação e extração de THC, para garantir que seus pratos sejam deliciosos e potentes.

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Cooking On High – Netflix (Foto: Courtesy Stage 13)

Outra que entrou de cabeça nesse universo foi a Original Cannabis Café, conhecido também como Lowell Café, primeiro café canábico dos Estados Unidos foi aberto em outubro de 2019, na Califórnia. Sua sócia, Andrea Drummer, é formada na escola de culinária Le Cordon Bleu e autora de um livro sobre o tema. O espaço possibilita que o cliente deguste pratos saborosos enquanto fuma uma das cepas disponíveis na casa.

Andrea Drummer (Foto: Reprodução)

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“Nenhuma receita no Lowell é infusionada com maconha. Legalmente, ainda não podemos fazer isso. Apenas harmonizamos muitos itens do cardápio com cepas específicas que temos na casa”, contou a chef à Vogue.

O 99th Floor também é uma das muitas novas empresas trabalhando para atender o novo consumidor de cannabis. Graças à crescente aceitação social e legalização, o número de adultos experimentando pela primeira vez está disparando.

E uma grande quantidade de pessoas não está fumando – e sim comendo e bebendo. De acordo com estudos da Arcview Market Research e BDS Analytics, que estuda o consumo de cannabis, a categoria de maior crescimento é a cannabis consumível.

Ao redor dos Estados Unidos, chefs e comensais estão explorando a versatilidade da planta de cannabis  infundindo com alimentos, combinando maconha inalada com comida e explorando o espectro de perfis de sabor e efeitos psicoativos distintos de diferentes cepas de cannabis.

E no Brasil ?

Bom, o Brasil apesar de caminhar a passos lentos, temos alguns exemplos como o chefe capixaba Gustavo Colombeck, que foi ao Uruguai aprender e investir na gastronomia com cannabis. Depois de abrir os trabalhos com alfajores, ele passou a oferecer o serviço de chef particular, além de eventos privados no Museu da Cannabis, em Montevideo.

O que já temos de real por aqui são cursos que ensinam os métodos para entrar neste mundo de sabores e sensações, como o da chef Lilica420. Para compartilhar seus conhecimentos com todos os brasileiros, Lilica lançou um curso de culinária canábica que, além de ensinar a fazer deliciosas receitas com cannabis, ela pretende desmistificar todos os segredos da cozinha canábica.

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Os alunos aprenderão técnicas para infusionar seus pratos favoritos, desde aquela receita de família até cardápios low-carb, sugar free, sem glúten, etc.

Lilica

Outro brasileiro, Bruno Buko, conhecido como Green Chef, pesquisa o uso alimentício da cannabis há mais de dez anos. Ele também mora no Uruguai e, deste ambiente legalizado, pode pesquisar e oferecer harmonizações para aproveitar ao máximo o potencial da planta.

Se interessou pelo assunto? Então fique ligado pois na próxima terça-feira dia 31/08 receberemos a chef e influencer Lilica 420, para um bate papo sobre o universo gastronômico da cannabis no Brasil e no mundo.

A Lilica cresceu, literalmente, dentro da cozinha do restaurante de sua família. São 40 anos de experiência na culinária, aprendendo ao lado de diferentes cozinheiros várias técnicas, receitas e preparos. Mas foi somente anos mais tarde que ela descobriu que conseguia unir todo esse conhecimento à outra paixão de sua vida: a cannabis.

Não perca mais essa super Live Sechat, que vai ao ar todas as terças-feiras as 19hrs pelo instagram @sechat_oficial. Nos vemos lá!

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