Mãe faz apelo na Internet para garantir canabidiol para filho

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Por Caroline Apple

Para muitas pessoas, viver 16 anos vendo seu filho convulsionar e crescer convivendo com efeitos colaterais nada agradáveis parece algo bem distante. Mas para a professora Adriana Claudia Gonsalez, de 54 anos, de Araras (Interior de SP), é uma realidade que, graças a Cannabis, está prestes a mudar.

João Francisco Gonsalez Rigo, de 16 anos, teve sua primeira crise com quatro dias de vida e, desde lá, sequer conseguiram fechar um diagnóstico certo, só sabem que ele sofre com um quadro de epilepsia de difícil controle.

Até os seis anos, João vivia a base de remédios fortes que mal controlavam as crises e ainda o deixavam apático e letárgico. Foi quando a família levou o pequeno João para a capital paulista para ser tratado por um neurologista indicado por sua médica em Araras. Porém, o novo médico olhava os resultados das tomografias e ressonâncias magnéticas e não via nada. Então a “dança” dos remédios alopáticos começou.]

Trocaram a medicação. João passou a dormir muito e ainda convulsionava. Se abaixasse a dose, ele não dormia, mas as crises aumentavam. Eram cerca de 20 ataques por dia. Nenhum remédio surtia efeito e ainda causavam mais danos em outras áreas. Foi quando a família decidiu largar as longas viagens a São Paulo e voltou a tratar João em sua cidade natal.

Novo momento

Quando João tinha 12 anos, a escola comunicou à família a possibilidade de se consultar com uma neurologista numa cidade vizinha. A “fama” era que a médica tinha conseguido bons resultados no tratamento de pacientes com quadros como o de João. Porém, nada de Cannabis ainda.

Porém, a nova médica ousava a tirar medicamentos que estava na vida do paciente desde que ele nasceu. Então, depois de vários ajustes na medicação, João passava por alguns períodos sem convulsionar, outros convulsionava todos os dias, outros alternava.

Ainda na tentativa de encontrar a melhor medicação, mais uma alteração foi feita, mas, agora, além de convulsionar, João tinha febre alta periodicamente.

Neste meio tempo, Adriana já havia falado com a médica sobre o canabidiol, entretanto, sem estudos e experiência com o fármaco, a neurologista decidiu aguardar. Dois anos depois da mãe manifestar interesse sobre o CBD, diante de um quadro refratário, a profissional da saúde decidiu que a Cannabis era o melhor caminho.

Rifas e doações

Então, começou a saga da família. A médica recomendou três frascos de canabidiol importado, no valor total de R$ 3.600. Desempregada, Adriana não viu alternativa: recorreu a doações para garantir o tratamento estimado em seis meses.

Primeiro, uma publicação no Facebook pedia doações diretamente na conta da professora. Na sequência surgiu a ideia de uma vaquinha virtual que, até o momento, arrecadou R$ 335. Mas a grande cartada foram as rifas.

A família recebeu dezenas de doações, como feijoada, semi-joias, pizza, jogo de pote, kit de perfume e muitos mais para que fossem rifadas. Foi a assim que a família conseguiu o dinheiro para os três primeiros frascos.

Porém, como as doses são reguladas conforme os efeitos, a família teme que acabe antes e que não tenha condições de arcar com o valor e João fique sem o tratamento, que, apesar de não ter começado, sua mãe tem certeza que será um divisor de águas da vida de João devido aos relatos de outras mães com filhos com epilepsia refratária. Então, os pedidos de doações continuam.

Enquanto isso, a família está entrando com uma ação na Justiça para conseguir o direito de ter o medicamento gratuito por intermédio do governo.

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