Método prensado de extração de CBD vira diferencial no mercado

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Empresa americana de Cannabis medicinal e bem-estar, a AmplifiiLife está entre muitas das firmas interessados no mercado brasileiro. Mas ela tem um diferencial curioso. Trata-se do método de extração do CBD, pouco usado pelas concorrentes, porém considerado o mais natural e sem rastros químicos –sim, porque a maioria dos processos usam solventes químicos.

Chamado de Rosin, processo parecido com o da extração do azeite, onde a matéria prima é prensada. Dela escorre uma resina, espécie de óleo concentrado. “As plantas são cortadas e colocadas em um filtro e então prensadas por uma placa que exerce pressão equivalente a 10 toneladas por ciclo”, diz Rodrigo Richter, representante da empresa no Brasil. Para maximizar o processo, as placas são aquecidas a 80º C.

Na foto, a resina que escorre da matéria-prima prensada.

“O método é muito bom e natural”, diz o farmacologista de canabinoides Fabricio Pamplona. “Só não acho que seja um método escalonável”. O método utiliza mais matéria-prima que os demais processos de extração populares no mercado. Por isso, é mais caro.

O Rosin foi descoberto por usuários domésticos. Há pessoas que repetem o processo com o uso de uma chapinha elétrica de alisamento de cabelo. O aparelho produz a pressão e o calor necessário para a extração de uma pequena porção individual de resina.

A empresa afirma que o processo deles é absolutamente adequado a uma produção em escala. “A extração de um produto totalmente livre de contaminantes compensa a pequena diferença de uso de matéria-prima entre os processos. A empresa ainda diz que formula uma blend especial de Cannabis, estratégia que está muito em voga entre as marcas que pretendem ser grifes do mercado.

Métodos comuns

Além do Rosin, há outros quatro métodos de extração da CBD, que usam diferentes materiais químicos como solvente. São eles:

Óleo – é o mais usado e antigo dos métodos. As flores são colocadas em um óleo. A matéria-prima aos poucos solta seus componentes solúveis como em uma infusão típica da gastronomia.

Butano – é um solvente eficaz quando colocado na matéria-prima seca e moída. Pela alta volatilidade, basta um pouco de calor, que ele evapora da resina resultante. O problema é ser um material altamente inflamável e explosivo.

CO2– o processo parece com a extração à base de álcool. O CO2 é considerado o solvente mais limpo que existe. Se bem feito, não deixa vestígio na extração do CBD. Porém, tem alto custo.

Álcool – feito com álcool isopropílico, substância usada na indústria de alimentos. As flores são colocadas dentro dele em um processo de saturação. O extrato é filtrado. Para a retirada do álcool, ele ainda passa por uma destilação. Considerado o método mais usado em todo o mundo.

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