Ciência & Tecnologia

As barreiras das políticas públicas que freiam as pesquisas com cannabis no Brasil

Burocracias e entraves regulatórios dificultam avanços científicos, prejudicando, de certa forma, o desenvolvimento de tratamentos inovadores no país

As barreiras das políticas públicas que freiam as pesquisas com cannabis no Brasil
Mesmo previsto em Lei, as pesquisas com cannabis no Brasil ainda enfrentam preconceito e desinformação, afirma pesquisadora | Imagem: Vecteezy

As políticas públicas atuais do Brasil têm se mostrado um grande obstáculo para o avanço das pesquisas científicas com cannabis. Apesar do crescente interesse global nos potenciais terapêuticos da planta, pesquisadores brasileiros enfrentam uma série de desafios burocráticos e regulatórios que atrasam ou até mesmo inviabilizam estudos promissores.

A importância das pesquisas com cannabis é inegável. Estudos internacionais já demonstraram que compostos presentes na planta, como o CBD e o THC, têm eficácia comprovada no tratamento de diversas condições, incluindo epilepsia, esclerose múltipla e dor crônica. Contudo, no Brasil, as exigências para obtenção de licenças, o rigor na fiscalização e a falta de clareza nas diretrizes para condução de pesquisas criam um ambiente de incerteza e desmotivação para cientistas e instituições.

Este cenário foi tema de destaque no recente Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal (CBCM), onde a pesquisadora Marina Granato apresentou um trabalho científico abordando a intersecção entre política pública e pesquisa científica no Brasil. Em seu estudo, Granato criticou as burocracias enfrentadas pelos pesquisadores e propôs soluções práticas para simplificar os processos regulatórios, visando estimular a produção de conhecimento científico no país.

Veja a entrevista completa: