Da legalização da maconha ao direito ao aborto, uma virada histórica
Ohio se torna o 24º estado a dar o "sim" à legalização nos Estados Unidos
Publicada em 09/11/2023

Por João Negromonte com informações de El Planteo
O estado de Ohio fez história ao se tornar o 24º estado dos EUA a legalizar a maconha para uso recreativo. Com a contagem da maioria dos votos, a eleição pró-legalização foi celebrada pelos meios de comunicação como um sucesso e um possível indicador para futuras reformas em nível nacional.
O ditado "como vai Ohio, assim vai a nação" ganha uma nova dimensão, desta vez não apenas como um termômetro político, mas como um precursor de mudanças sociais significativas. A vitória da maconha na terça-feira (7) representa um ponto de viragem, elevando a percentagem da população que vive em estados com maconha legal de 49,2% para 52,7%.
Mas Ohio não parou por aí. Na mesma votação, a Proposta 1 foi aprovada por uma grande maioria, marcando uma vitória significativa para os democratas e defensores do direito ao aborto em 2024. Esta proposta de emenda constitucional garante o acesso ao aborto e a outros cuidados de saúde reprodutiva em todo o estado.
A questão do aborto tornou-se uma das disputas mais proeminentes deste ano, destacando-se como uma das batalhas mais controversas em nível estadual desde a histórica decisão do caso Roe X Wade. A aprovação da Proposta 1 reafirma o compromisso de Ohio com a proteção dos direitos reprodutivos.
A iniciativa da maconha, conhecida como Proposta 2 e liderada pela Coalizão para Regulamentar a Maconha como o Álcool, traz uma mudança marcante na paisagem legal. Os maiores de 21 anos agora têm permissão para comprar e possuir até 71 gramas de maconha, além de cultivar até seis plantas em casa. Um imposto de 10% sobre as compras será aplicado, direcionando os rendimentos para despesas administrativas, tratamento de dependências, municípios com dispensários e programas de igualdade social e emprego.
A decisão de Ohio não apenas reflete uma mudança na atitude em relação à maconha e ao aborto, mas também sinaliza a possibilidade de transformações semelhantes em outros estados. Assim como Ohio vai, assim vai o país. Quem será o próximo a abraçar essas mudanças progressivas? O futuro dirá.



