No dia mundial do Câncer, saiba como a cannabis pode ser uma “esperança verde” no auxílio do tratamento

No dia 4 de fevereiro comemora-se o dia mundial do câncer, uma iniciativa da União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS),. Mas o que a cannabis tem haver com isso?

Publicada em 04/02/2022

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Por João R. Negromonte

O Dia Mundial do Câncer é comemorado no dia 04 de fevereiro. A ideia de termos um dia destinado à doença é uma iniciativa da União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas o que a doença que atinge aproximadamente 19 milhões de pessoas em todo mundo – segundo dados da A Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC) – tem a ver com a cannabis?

Bem, hoje em dia, existem diversos estudos que comprovam que a planta pode se destacar no tratamento adjuvante do câncer, se mostrando como uma alternativa fitoterápica promissora nos cuidados paliativos de pacientes que fazem quimioterapia e radioterapia. 

Normalmente, pessoas que fazem esses tipos de tratamento contra a doença, possuem efeitos colaterais como náuseas, vômitos e dores que podem interferir desde os distúrbios alimentares, até problemas de transtornos do sono e ansiedade.

Os tipos de terapias mais comuns no combate à patologia são:

  1. Retirada do tumor através de procedimento cirúrgico;
  2. Quimioterapia;
  3. Radioterapia;
  4. Terapias Biológicas (que ao contrário da quimioterapia tradicional que utiliza agentes químicos para tratar as células cancerígenas, neste caso o que é utilizado são microorganismos vivos)

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Após anos de preconceito, o uso medicinal da cannabis já é tido como uma solução eficaz contra esses sintomas causados pelo tratamento. Talvez por isso, pacientes têm preferido utilizar a planta ao consumir medicamentos, que trazem efeitos colaterais adversos, ou que não apresentaram controle efetivo dessas ocorrências.

Mas seriam os compostos da cannabis capazes de combater a doença em si?  

A resposta é sim. De acordo com algumas pesquisas recentes, o CBD, um dos compostos mais estudados da cannabis, possui propriedades capazes de bloquear a proliferação desordenada das células (uma das causas mais comuns de desenvolvimento da doença). 

Ao agir diretamente na proteína GPR12 (responsável por essa multiplicação), o composto evita que as células tumorais se reproduzam, impedindo por exemplo a metástase, isto é, quando as células cancerígenas migram para outras partes do organismo criando novos tumores. 

Outro ponto que merece destaque, é que para se desenvolver, o tumor precisa criar novos vasos sanguíneos que lhe forneça nutrientes necessários para sua evolução, processo este chamado de angiogênese. Dessa maneira, estudos revelam que alguns canabinóides conseguem bloquear a angiogênese, evitando que o tumor prolifere e sobreviva em um novo local. Uma vez que não recebe nutrientes e oxigênio, essencial para  sua sobrevivência, o processo de metástase falha, matando as células cancerígenas.

O Sechat, inclusive, já publicou alguns casos que demonstram a remissão de células cancerígenas, aqui e aqui.  

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Além disso, outro fator que contribui para o tratamento, é que os canabinóides são capazes de induzir a apoptose (processo ordenado de morte das células, que tem como objetivo reforçar o sistema imunológico com o aproveitamento desse “lixo celular”), atacando apenas células que contêm erros, como as tumorais, enquanto as saudáveis seguem seu curso “normal”.

Em outras palavras, seria como se os canabinóides desenvolvessem uma espécie de “quimioterapia natural”, atuando diretamente nas células prejudicadas, ou seja, as cancerosas, não criando efeitos secundários no nosso organismo. 

A efetividade dos canabinóides como componentes antitumorais, foi demonstrada em diversos estudos onde pacientes que possuíam Glioblastoma (tipo de câncer que afeta as células cerebrais), Leucemia,  Câncer de Mama e Câncer de Próstata, obtiveram êxito em seus tratamentos utilizando o CBD como inibidor celular atuando no receptor CB1, que evita a proliferação das mesmas como já explicado anteriormente. 

O canabidiol também é conhecido por aumentar os níveis da proteína ICAM-1, responsável por agir na membrana celular que, segundo os cientistas, quando os níveis dessa proteína aumentam, automaticamente a metástase diminui. Entretanto, ainda são necessários estudos que reforcem essa teoria. 

Assim, parece que com todos os testes e estudos existentes que comprovem a eficácia dos canabinóides, tanto na terapia adjuvante quanto na ação direta da patologia, podemos dizer que o CBD está surgindo como uma excelente alternativa medicamentosa contra essa doença que tanto aflige os seres vivos.

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