Paciente usa as redes sociais para falar sobre os benefícios da cannabis para fibromialgia

Convivendo com os sintomas da doença desde a infância, Livia Teixeira comemora os benefícios da maconha para fins medicinais em seu tratamento

Publicada em 11/01/2024

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Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, cerca de 3% da população mundial é atingida diretamente pela fibromialgia, uma condição crônica caracterizada por dor muscular e outros sintomas. Entre estas pessoas está a doutora em farmácia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), comunicadora, coaching e aquariana, Livia Teixeira, 33 anos.

 

Convivendo com a dor desde a infância, ela foi diagnosticada com fibromialgia apenas em 2013, quando já estava na faculdade. Na época, ela trabalhava em uma farmacêutica acompanhando relatos de pacientes e, por meio deles, percebeu que durante a vida toda foi portadora de uma doença: 

 

“Foi uma grande revelação para mim. Lembro que na época pensei, ‘como assim essa dor, essa fadiga, as alterações intestinais são causadas pela fibromialgia? Eu já poderia estar me tratando a muito tempo?’”, relata a moradora de Socorro, interior de São Paulo.   

 

Depois da descoberta da doença, Lívia passou por um longo processo até chegar à cannabis para fins medicinais. Além da descrença de alguns médicos, que segundo elas tratam a fibromialgia como uma “dorzinha”, uma “simples falta de ânimo”, a farmacêutica ainda sofre com os medicamentos ditos convencionais, que causam muitos sintomas negativos. 

 

Fibromialgia e cannabis 

 

Fundadora do De Bem Com a Fibro, um projeto de informação e apoio a pacientes com fibromialgia, Lívia descobriu o uso medicinal da cannabis em 2019, quando empresas do ramo entraram em contato com ela para fechar parcerias de divulgação de conteúdos.

 

“De 2019 para cá comecei a falar sobre cannabis no meu projeto. As empresas estavam querendo entrar no mercado brasileiro e a fibromialgia era uma boa porta, por conta do desamparo médico e da dificuldade com os tratamentos convencionais. Depois disso comecei a estudar a planta e seu uso medicinal. Além disso, fui atrás de realizar o meu tratamento com o óleo.”, relata a comunicadora.   

 

Além do óleo de maconha, a farmacêutica comemora a possibilidade de poder usar pomada, vaporizador e gummy de cannabis. Segundo ela, além da segurança, essas variadas possibilidades de uso são importantes para regular o seu dia a dia.

 

“Conforme a minha semana, meus afazeres eu vou variando o uso do medicamento. Por exemplo, durante o ciclo menstrual eu aumento as dosagens do óleo, sempre com o acompanhamento médico. Esse tratamento integrativo me permite ter um controle melhor dos sintomas da fibromialgia”, afirma Lívia. 

 

Cannabis em pauta

 

Em seu instagram, rede social com quase 50 mil seguidores, a farmacêutica tem inserido gradativamente o tema da cannabis, seus usos e sua importância no tratamento da fibromialgia. Sempre com muito cuidado, Livia busca informar e educar seus seguidores, trazendo curiosidades, vídeos e convidados. 

 

Segundo ela, respaldo e segurança são a chave para construir uma boa comunicação com o público, ensinar a eles que não é necessário ter medo da maconha. Lívia conta que passou por um processo de desconstrução dos estigmas, mas que hoje já consegue falar abertamente sobre o assunto.

 

“Sinto que ainda existe um medo muito grande em torno da planta, mas que na maioria dos casos não é respaldado em nada. Tento sempre fazer meus conteúdos com muitas evidências e embasamento. É importante trazer essa segurança e esse olhar mais amplo sobre a cannabis e também sobre a fibromialgia”. Comentar a farmacêutica.   


 

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