Senadora defende uso medicinal da cannabis 

“A regulamentação da cannabis e o acesso gratuito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) são passos essenciais”, disse Teresa Leitão

Senadora defende uso medicinal da cannabis 
Senadora defende uso medicinal da cannabis 

Por João Negromonte com informações de Agência Senado

A senadora Teresa Leitão, representante do PT-PE, reforçou seu compromisso com a implementação de políticas públicas de saúde fundamentadas em pesquisas científicas durante seu pronunciamento no Plenário na última terça-feira (28). Seu enfoque foi a defesa veemente do uso medicinal da cannabis, respaldado por estudos que comprovam os benefícios terapêuticos dos canabinoides, incluindo o CBD e o THC. 

Veja um trecho da fala da Senadora 

Em suas palavras, a senadora destacou a importância de adotar abordagens embasadas em evidências científicas, afirmando que a ciência aponta para a segurança e os benefícios do uso dessas substâncias no tratamento de diversas condições médicas, desde dores crônicas até transtornos neuropsiquiátricos, como a doença de Parkinson

"Precisamos produzir políticas públicas baseadas em evidências científicas. Se a ciência aponta a segurança e os benefícios do uso de canabinoides para o tratamento de determinadas doenças, talvez seja preciso encarar o fato de que a substância não é um problema moral, mas sim pode ser a agenda e a legislação atuais, como muitos estados estão fazendo", enfatizou a senadora. 

Teresa Leitão ressaltou a relevância dos projetos de lei em tramitação no Congresso, como o PL 4.776/2019, que aborda o uso medicinal da planta. Ela fez um apelo para a aprovação dessas propostas, destacando que o tema, frequentemente tratado com "preconceito e desinformação", requer uma abordagem cautelosa e a capacitação adequada de profissionais de saúde. 

"A regulamentação da produção nacional de medicamentos à base de cannabis e o acesso gratuito da população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) são passos essenciais. É preciso ampliar a capacitação de médicos e de outros profissionais de saúde para que possam ter o conhecimento atualizado, prescrever e tratar com mais confiança essa medicação. Para que possamos produzir esses medicamentos no nosso território, como faz o Uruguai, é preciso antes regular essa possibilidade. Não pode ser uma coisa aleatória, tem que ser regulada com a finalidade de uso medicinal, porque isso só vem sendo viabilizado por decisões judiciais", concluiu a senadora.