O Futuro, a reconexão com o passado e como as novas tecnologias validam o conhecimento ancestral

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Para Rosato, as novas tecnologias disponíveis e as pesquisas atuais comprovaram cientificamente o que já se sabe há milênios: que a cannabis é a principal fonte natural dos fitocanabinoides (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)

Coluna de Rodolfo Rosato*

O uso da cannabis como tratamento de saúde vem sendo utilizado desde os primórdios da  medicina. Nas culturas antigas mais avançadas como a chinesa, egípcia e indiana, a cannabis sempre esteve relacionada à cura e ao bem-estar. Dos textos médicos milenares, até Deuses como o hindú Shiva e a egípcia Sechat, que dá o nome a esse portal, a nossa querida e amada planta sempre foi utilizada para a medicina e até para o uso social. 

Hoje, após milhares de anos de evolução, as novas tecnologias disponíveis e as pesquisas atuais comprovaram cientificamente o que já sabemos há milênios: que a cannabis é a principal fonte natural dos fitocanabinoides, tão necessários à homeostase do nosso organismo e à felicidade do ser humano. E que a planta sempre foi e continua sendo um dos maiores recursos  medicinais que a natureza já criou. 

Hoje, após milhares de anos de evolução, as novas tecnologias disponíveis e as pesquisas atuais comprovaram cientificamente o que já sabemos há milênios: que a cannabis é a principal fonte natural dos fitocanabinoides, tão necessários à homeostase do nosso organismo e à felicidade do ser humano. E que a planta sempre foi e continua sendo um dos maiores recursos  medicinais que a natureza já criou. 

Todos os dias presenciamos um avanço extraordinário da ciência, ao mesmo tempo em que experimentamos um novo e enorme crescimento das práticas da chamada medicina tradicional. Seja com a cannabis e outras substâncias naturais como a psilocibina, ou nas práticas médicas  mais ancestrais como a acupuntura e a medicina ayurveda, cada vez mais pessoas buscam tratamentos naturais em alternativa aos produtos químicos, com resultados fantásticos e  transformadores. 

É maravilhoso podermos presenciar tantos avanços e progressos simplesmente por estarmos  nos reconectando ao passado, as nossas raízes e a aquilo que nos une a tudo que existe: universo e natureza. 

“Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não para” (Cazuza)

Poucas vezes uma frase representou tão bem o tempo em que vivemos. Hoje temos as tecnologias necessárias para validar todo esse nosso conhecimento ancestral, desde testes de DNA que analisam o indivíduo em seus mínimos detalhes às inúmeras pesquisas mundo afora. Esses indicadores validam e consolidam todo esse conhecimento da medicina  tradicional. Através de estudos e pesquisas científicas, países tem mudado preconceitos  profundamente enraizados em nossa sociedade e nos provendo de informação para podermos  lutar contra a maciça cultura da desinformação que, ainda hoje, é o maior obstáculo desse mercado. 

Caminhamos assim para o fim da nossa adolescência evolutiva, onde se desafiam as leis da lógica e da natureza, empenhando-se em criar sinteticamente algo melhor e mais genuíno do que o universo criou com seus infinitos anos de evolução. 

“Toda limitação, cega-nos à verdade, tudo o que sabemos até hoje sobre o homem, a natureza e Deus é apenas aquilo que eles não são.” (Aleister Crowley) 

Quanto tempo e dinheiro já desperdiçamos nessa busca quixotesca, enquanto esquecemos de  utilizar tudo aquilo que já nos foi dado naturalmente e em plena abundância? Quantas plantas já foram extintas sem nunca termos estudarmos suas propriedades medicinais? Quanto do nosso conhecimento já não foi perdido ou simplesmente esquecido? Bruxas, herbalistas, pajés, curandeiras e xamãs do mundo, eu os saúdo! 

Vocês ainda detêm e guardam o conhecimento ancestral que nossa sociedade teima em esquecer e não respeitar. Luto e chamo todos a lutar para que a ciência não seja atrapalhada por interesses econômicos, políticos ou religiosos e que continue a trabalhar nas pesquisas  buscando gradativamente retomar a essa natural sabedoria humana intrínseca em nosso DNA. 

A cannabis hoje vem sendo usada largamente em diversos países desenvolvidos e avançados como Israel, EUA e Canadá, como uma grande estratégia terapêutica, centenas de pesquisas no mundo vêm provando os efeitos analgésicos, anticonvulsivantes, anti-inflamatórios, antieméticos e antidepressivos que o ser humano, em toda sua sabedoria, já conhece há milhares de anos.

A cannabis hoje vem sendo usada largamente em diversos países desenvolvidos e avançados como Israel, EUA e Canadá, como uma grande estratégia terapêutica, centenas de pesquisas no mundo vêm provando os efeitos analgésicos, anticonvulsivantes, anti-inflamatórios, antieméticos e antidepressivos que o ser humano, em toda sua sabedoria, já conhece há milhares de anos.

Com tantas evidências de sucesso, os governos, mesmo os mais conservadores, vêm ampliando o acesso e incentivando os investimentos em pesquisa e na sua  produção. O Brasil, com todo seu potencial agrícola e carência social está há mais de duas décadas em atraso, nosso dever é trabalhar para avançar e colocar nosso país na rota do  desenvolvimento, trazendo melhorias na saúde da população e gerando emprego e renda. Convoco todas as pessoas e as empresas do setor a lutar conosco nessa busca pelo avanço do conhecimento sem preconceitos. Com amor, integridade e ética absoluta. 

Muitos vão tentar desviar-nos do caminho, mas que a luta seja conduzida de maneira  cavalheiresca. “Como irmãos, lutai!” (J. B. Mason).

*Rodolfo Rosato é empresário, ativista canábico, fundador e CVO da Terracannabis Medicinal e colunista do Sechat

As opiniões veiculadas nesse artigo são pessoais e não correspondem, necessariamente, à posição do Sechat.

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