“Passou da hora de legalizar o cultivo”, diz coordenadora da Apepi

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Por Margarete, da Apepi*

Desde 16 de março, a APEPI está de portas fechadas. Carolina Freitas e Víctor Hugo, a produtora, Luiza Baratz, e os coordenadores Margarete Brito e Marcos Lins, estão em home Office. Sabemos que o problema é sério e estamos fazendo a nossa parte.

A Apepi estava ampliando todas as suas atividades. Tínhamos dois cursos marcados: um de cultivo e outro de médicos, ambos com turmas cheias e inscrições pagas, além da agenda cheia  para consultas médicas, mas tudo está suspenso e sem previsão de voltar, diante da ordem de isolamento para contenção da pandemia.

A terceira edição do Seminário Internacional de Cannabis Medicinal – Um Olhar para o Futuro, que seria em junho e estava em fase inicial de produção, também foi adiada.

Infelizmente, a Apepi ainda não consegue fornecer óleo artesanal da sua plantação para os mais 500 associados.  Esperamos que essa crise mostre, mais uma vez,  que já passou da hora de legalizar o cultivo no Brasil. Nós não podemos ficar a mercê de produtos importados para o resto da vida! Estamos aguardando decisão judicial para ampliar o cultivo coletivo da Associação, que corre na 4ª Vara Federal do RJ.

Os produtos artesanais fornecidos por inúmeras associações e cultivadores independentes, na sua maioria são ricos em THC. Pacientes que necessitam de altas doses de CBD,  principalmente crianças que se deram melhor com produtos purificados, deverão ficar mais prejudicadas. Com a alta do dólar um frasco de 3000 mg de canabidiol chega a custar quase um salário mínimo.

A maioria dos pacientes não tem condições de fazer estoques de produtos importados, porque é muito caro, mal consegue arcar com um frasco por mês. Mas nesse momento de crise, aqueles que puderem, façam estoque para os próximos quatro meses ou conversem com seus médicos sobre a possibilidade de mudança de produtos, seja de outras marcas ou artesanais.

Para a Apepi é um tempo de grande desafio, porque dependemos dos cursos, consultas médicas, parceria das compras coletivas e seminários que fazemos para manter nossa sustentabilidade e as portas abertas, mas tanto os associados, quanto os colaboradors estão fazendo a sua parte com muita cumplicidade e união, estamos todos solidários e faremos o possível para cuidar uns dos outros até passar essa crise.

*Margarete Brito é coordenadora executiva da Apepi

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
ASSINE NOSSA NEWSLETTER PARA RECEBER AS NOVIDADES
ASSINE NOSSA NEWSLETTER