Qualidade de vida de pacientes que fazem uso medicinal da cannabis será avaliada

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O ministro da saúde da Austrália, Greg Hunt, diz que a iniciativa representa uma contribuição australiana significativa para a necessidade global de dados confiáveis (Foto: Alexandr Podvalny/Pexels)

Curadoria e edição de Sechat Conteúdo, com informações de The GrowthOp (Angela Stelmakowich)

Pesquisadores da Universidade de Sydney lançaram o Estudo de Avaliação de Qualidade de Vida, que terá o seu término em março de 2022. O trabalho está sendo apontado como um dos maiores do mundo para examinar os resultados da qualidade de vida para pacientes que fazem o uso medicinal da cannabis.

Sobretudo, até junho deste ano, os pesquisadores pretendem recrutar um mínimo de 2.100 desses pacientes. Este é o número necessário para atingir relevância estatística, com potencial existente para estender o estudo internacionalmente. Além disso, o estudo está aberto a pacientes com uma ampla gama de condições e doenças crônicas. Elas incluem, por exemplo, dor crônica, dor oncológica, dor neuropática, insônia, ansiedade, esclerose múltipla e epilepsia.

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Especificamente, a ideia é avaliar as mudanças nas condições e sintomas do paciente usando resultados de QV autorreferidos. Com questões como, por exemplo, mobilidade do paciente, funcionalidade, dor ou desconforto, ansiedade e depressão, necessidades de medicamentos e custos de saúde contínuos sendo coletados e analisados.

Objetivo duplo

Os objetivos do estudo são duplos. O primeiro é companhar as mudanças nos resultados relatados pelo paciente (PRO) ao longo de um ano. Depois, serão comparadas as diferenças nos PROs entre os pacientes que acessam a cannabis medicinal para diferentes condições de saúde.

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“O que torna nosso estudo único é o conjunto abrangente de PROs sendo avaliados em pacientes de cannabis medicinal prescrita”, diz Claudia Rutherford, principal autora do estudo e professora associada na universidade, acrescentando que os estudos de QV são limitados.

O estudo enfatiza as medidas econômicas de saúde e de QV, em oposição à eficácia da cannabis medicinal para um sintoma ou condição específica, explica Rutherford. Essa abordagem dará aos pesquisadores “futuras percepções críticas sobre a saúde de um paciente ao longo do tempo e nos ajudará a entender melhor se a introdução da cannabis medicinal oferece melhorias econômicas para o bem-estar do paciente”, sugere ela.

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O estudo é financiado pelo fabricante australiano de cannabis medicinal Little Green Pharma, que fornecerá consultoria técnica sobre seus produtos e sua administração. Mas a coleta e análise de dados serão realizadas de forma independente.

O ministro da saúde da Austrália, Greg Hunt, diz que a iniciativa “representa uma contribuição australiana significativa para a necessidade global de dados confiáveis, objetivos e clinicamente relevantes sobre a qualidade de vida para pacientes que acessam tratamentos de cannabis medicinal para uma ampla gama de condições crônicas.”

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Estudos anteriores sobre o aumento da qualidade de vida com a cannabis foram promissores

Além disso, um estudo publicado em 2016 explorou os efeitos de longo prazo do uso de cannabis medicinal para tratar a dor crônica. Os resultados sugeriram benefícios a longo prazo.

Conforme José Carlos Bouso, psicólogo clínico, a cannabis parece ter a melhor pontuação em termos de qualidade de vida relacionada à saúde quando se trata de dor crônica. “Em um estudo realizado na Espanha sobre os efeitos da cannabis na QVRS entre um grupo de mulheres com fibromialgia, descobriu-se que a cannabis melhora o componente de saúde mental e os sintomas relacionados à fibromialgia quando a intensidade foi avaliada um pouco antes e depois do uso de cannabis”, escreveu Bouso.

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Neste mesmo estudo de 2016, ele acrescentou que a cannabis parece ter os efeitos mais marcantes na melhoria das relações sociais e familiares. Além disso, desempenha um papel no funcionamento emocional e na melhoria do sono, e o efeito mais intenso foi na satisfação com o tratamento.

Entretanto, um estudo publicado em 2017 descobriu que o uso adulto de cannabis ou transtorno pelo uso “estava associado a uma redução da QV. Não se sabe se a redução da QV impulsiona o uso de cannabis ou se o uso de cannabis pode levar a uma redução da QV”, observaram os autores do estudo. Eles também enfatizam a necessidade de pesquisas prospectivas adicionais para avaliar qualquer relação causal.

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