Raio-X da “jabuticannabica” brasileira

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Pedro Sabaciauskis é empresário, ativista da cannabis medicinal, presidente da Santa Cannabis e colunista do Sechat. (Foto: Arquivo)

Coluna de Pedro Sabaciauskis*

Caro leitor dessa coluna, após algum tempo sem escrever pra esse simpático e útil canal de comunicação que é o querido Sechat, voltei! Voltei porque amo falar daquilo que mais nos move. O mundo maravilhoso e inesperado da cannabis. Parece até um pouco blasé esse primeiro parágrafo (rsrs) e talvez seja mesmo, mas faço esse texto sábado, filosofando à noite com uma taça de vinho e um frasco de óleo ao lado, no intuito de compartilhar as angústias vindas de uma leitura da cannabis no Brasil.

Bicho, bem complexo…

Mas vamos lá, a questão é: Estamos olhando um belo jardim de “jabuticábicas” que produzirão as mais lindas flores e frutos ou uma selva de oportunidades onde ninguém se entende e cresce de forma agressiva onde cada organismo se estapeia pelo mesmo nicho antes mesmo de o mercado começar?

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  • Vamos aos números:
  • 0 regulamentação
  • 2 remédios na farmácia
  • 500 Habeas corpus
  • 6 clínicas “especializadas”.
  • 2 aceleradoras (que não conseguiram acelerar nada até agora)
  • 3 empresas analisando dados (precários)
  • 36 associações formalizadas (que não se entendem )
  • 20 “formalizando”
  • 0,25% dos médicos receitando
  • 1 grande evento generalista
  • 3 summits medicinais
  • 4 aplicativos que ligam médico ,à paciente e à remédio (decepcionando investidores)
  • Trocentas empresas já estão dentro via importação
  • Trocentas querendo entrar
  • Trocentos escaladores sociais e empresariais (vindo de tudo quanto é canto do mercado)
  • Putz pera aí… trocentas não é número, vai ficar difícil essa equação.

Se isso não é uma “jabuticannabica”, como poderíamos chamar esses números exóticos brasileiros?? Bom, melhor fazer uma análise filosófica mesmo… Bem, já que é filosófica a liberdade de raciocínio me da asas pra pensar que os dois posicionamentos sobre a questão acima estão certos um terá êxito ou outro tenho minhas dúvidas.

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Na minha opinião acho que teremos um jardim de “jabuticannabicas” lindas e cheirosas flores e frutos desde que sigamos a lei da natureza e do universo, pois esse é o elo de ligação da cannabis com a evolução humana. Precisamos realmente entender o que a cannabis tá querendo nos dizer e, ela tá berrando o seguinte:

“SEJAM GENEROSOS COMO EU SOU”

Imagem: Freepik

Sim, não existe nada mais generoso do que a cannabis, basta ver a sua atuação na saúde ajudando em vários diagnósticos de forma barata (via desobediência civil) até a multiplicidade de produtos que ela pode se transformar. Não conheço nada mais bondoso.

Os que realmente entenderem esse recado e entrarem nessa “vibe” sinérgica de troca e generosidade serão “cases” ou “players” de sucesso. Acho que assim os “Farialimers” entendem. Agora se for se estapear pelo mesmo nicho nessa zona cinza sem criar laços sociais, coletivo e de transformação real não sobreviverá quando abrir o mercado, pois terá gastado toda sua energia em um modelo que não funcionará no mercado de cannabis no Brasil.

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POR QUE?

Porque nós já estamos produzindo lindas “jabuticannabicas”, orgânicas, pretinhas, brilhantes, suculentas e cheirosas que são a verdadeira raiz da planta no Brasil, que simplesmente ouviu o que essa entidade chamada cannabis está dizendo. Basta olhar o sucesso de algumas associações empreendedoras e iniciativas de sucesso espalhadas pelo país.

Isso mesmo, agora é hora de suplantar as barreiras psicológicas naturais que temos, como por exemplo: Social e capital não tem compliance pra andar juntos, o mercado brasileiro vai demorar pois o cenário é ruim, o ativismo tem que brigar e ser radical… Isso tudo é lenda que repetimos cegamente e não nos evoluem… Essa é a real.

Vejamos por outro ângulo, as mesmas frases ditas de forma opostamente iguais:

Sim! Capital e social podem criar compliance!

O mercado brasileiro evolui independente do cenário!

O ativismo não briga e sim cria elos!

Viu como muda a visão se formos generosos?!?!

Então “please”, ouçam a cannabis!!
E filosofemos!!

As opiniões veiculadas nesse artigo são pessoais e de responsabilidade de seus autores.

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