UFRGS deve enviar pedido à Justiça para estudo com cannabis apreendida pela PF

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A Universidade Federal do Rio Grande do Sul é uma instituição de ensino superior pública brasileira, mantida pelo Governo Federal do Brasil. Fundada em 1934, situa-se em Porto Alegre (Foto: Leonardo Lucena)

Edição e conteúdo Sechat, com informações de Canaltech

Para o estudo da cannabis medicinal, um dos grandes desafios é a obtenção da planta. Isso porque existem regras bastante rígidas para este tipo de pesquisa e, na maioria dos casos, precisam ser judicializadas, já que o uso científico da erva não é regularizado no Brasil — já existe o PL 399/15 sobre o tema, mas ainda está em tramitação. Nesse cenário, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) planeja uma nova abordagem.

Nas próximas semanas, a UFRGS deve encaminhar um pedido para a Justiça Federal, no qual solicita autorização para um projeto-piloto: a extração de canabidiol (CBD) — uma das substâncias presentes na cannabis, ou seja, um canabinoide — de cargas de maconha apreendidas pela Polícia Federal (PF).

Vale lembrar que o CBD não apresenta nenhum efeito psicoativo e é indicado para o tratamento de algumas doenças, como epilepsia, autismo e dores crônicas. Hoje, a compra desses compostos só pode ser feita com receitas especiais e após o paciente tentar outros tratamentos considerados padrões.

Entenda o plano da universidade em aproveitar a droga apreendida para a ciência

Em agosto, a UFRGS enviou uma equipe de representantes para o Ministério da Saúde, em Brasília. O contato inicial serviu para apresentar o projeto que envolve a extração de CBD da droga recolhida pela PF de traficantes.

De acordo com o pró-reitor de Inovação e Relações Institucionais, Geraldo Pereira Jotz, a solicitação será de apenas 5 kg de cannabis, que deve ser feito através da Procuradoria-Geral da universidade.

Esse processo terá toda a orientação e acompanhamento da PF. E a partir daí vamos fazer os testes, descobrir quanto canabidiol podemos extrair e de qual qualidade.

Jotz

Com os resultados dessa primeira extração, os dados deverão ser enviados para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, então, poderá haver autorização (ou não) para o projeto que investigará os efeitos da cannabis medicinal por pesquisadores brasileiros.

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