Uso adulto de cannabis pode ter implicações nas chances de engravidar

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Além disso, as usuárias apresentavam diferenças nos níveis de certos hormônios reprodutivos, o que poderia afetar potencialmente suas chances de gravidez (Foto: Reprodução/Live Science)

Curadoria e edição de Sechat Conteúdo, com informações de Live Science (Rachael Rettner)

Mulheres que fazem o uso adulto de cannabis enquanto estão tentando engravidar podem ter menos probabilidade de obterem êxito em comparação com aquelas que não fazem uso da planta, sugere um novo estudo.

Os pesquisadores do estudo descobriram que as mulheres utilizaram a cannabis tinham 40% menos probabilidade de engravidar durante cada ciclo mensal. Quando comparadas com aquelas que não fizeram uso da planta.

Além disso, as usuárias apresentavam diferenças nos níveis de certos hormônios reprodutivos, o que poderia afetar potencialmente suas chances de gravidez.

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Segundo estudo, uso adulto de cannabis afetaria a saúde reprodutiva

“Esses resultados destacam associações potencialmente prejudiciais entre o uso de cannabis e os resultados da saúde reprodutiva”, escreveram os pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. O estudo foi publicado na segunda-feira (11) na revista Human Reproduction.

No entanto, os autores observam que apenas um número relativamente pequeno de mulheres no estudo usava maconha. E isso pode limitar a robustez dos resultados do estudo. Além disso, eles não avaliaram o uso de maconha em parceiros masculinos, o que também pode afetar as chances de concepção.

O estudo não prova que o uso de cannabis causa diretamente problemas de fertilidade. Apenas que há uma ligação entre o uso da droga e menores chances de concepção.  

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Além disso, o estudo envolveu uma amostra de mulheres que tiveram um aborto espontâneo anterior. Portanto, não está claro se os resultados se aplicariam à população em geral.

Ainda assim, até que mais pesquisas estejam disponíveis, os autores dizem que as mulheres devem ser cautelosas sobre o uso de cannabis enquanto tentam engravidar.

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Cannabis e fertilidade 

O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas já recomenda que mulheres que estão grávidas ou tentando engravidar interrompam o uso da cannabis. Isso devido às preocupações sobre o efeito da droga no desenvolvimento do cérebro do feto. 

No entanto, poucos estudos examinaram os efeitos do uso da planta na fertilidade. Do pequeno número de estudos realizados, todos se basearam inteiramente em autorrelatos. Isso pode subestimar o uso de cananbis devido ao estigma do uso de substâncias.

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Os pesquisadores do estudo analisaram informações de mais de 1.200 mulheres com idades entre 18 e 40 anos que estavam tentando engravidar e tiveram um ou dois abortos espontâneos anteriores. Essas mulheres, que eram de quatro estados (Pensilvânia, Nova York, Utah e Colorado) faziam originalmente parte de um estudo separado que examinou o efeito da aspirina em baixas doses nos resultados da gravidez de 2006 a 2012.

As mulheres foram acompanhadas por seis meses enquanto tentavam engravidar. No início do estudo, as mulheres relataram se haviam usado maconha nos últimos 12 meses. Eles também forneceram pelo menos duas amostras de urina – uma no início do estudo e outra seis meses depois, se não tivessem concebido, ou na época da gravidez, se conceberam. 

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Conclusões

No geral, 62 mulheres (5% dos participantes) relataram uso de cannabis nos últimos 12 meses ou tiveram um teste de urina positivo. Um total de 44 mulheres autorreferiram uso da planta e 33 tiveram um teste de urina positivo. Isso significa que 18 mulheres que não admitiram usar cannabis de fato usaram a droga.

No final do estudo de seis meses, 42% das usuárias de cannabis ficaram grávidas, em comparação com 66% das não usuárias, descobriram os pesquisadores. As descobertas se mantiveram mesmo depois que os pesquisadores levaram em consideração fatores que poderiam afetar a fertilidade. Como, por exemplo, idade e índice de massa corporal (IMC), bem como o uso de álcool.

Estudos em animais descobriram que a cannabis pode afetar o revestimento do útero e tornar menos provável que um embrião se implante com sucesso. Eles pedem mais pesquisas que explorem os efeitos da maconha na fertilidade, especialmente devido à crescente legalização da droga.

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