Uso de cannabis e deficits de sono estão geneticamente ligados, afirma estudo

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O estudo foi realizado no Institute for Behavioral Genetics da University of Colorado, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução/Notisul)

Sabemos que o uso de cannabis afeta o sono. Embora ela tenha sido usada por séculos para melhorar a qualidade dele, há evidências mais recentes de que a cannabis também pode interferir negativamente na qualidade do sono, dependendo da quantidade usada. Mas por quê?

Um estudo publicado na revista Sleep lança uma luz sobre essa conexão, mostrando que certos genes compartilhados predispõem as pessoas ao uso de cannabis e problemas com o sono.

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Pesquisadores do Institute for Behavioral Genetics da University of Colorado, nos Estados Unidos, analisaram a relação genética entre o uso de cannabis e os distúrbios do sono – insônia e dormir menos de sete horas – em duas etapas. Primeiro, eles mediram as correlações genéticas entre deficits de sono e comportamentos de uso da planta.

Em seguida, estimaram se um risco de deficit de sono poderia predizer o uso de cannabis. Eles exploraram bancos de dados genéticos para medir algo chamado escore de risco poligênico (PRS) para prever com precisão se um indivíduo tinha problemas de sono. Um PRS estima até que ponto vários genes trabalham juntos para afetar uma determinada característica, neste caso o sono ou o uso de cannabis.

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Usando estatísticas para comparar o PRS tanto para o sono quanto para o uso de cannabis, os autores mostraram que as duas características estavam geneticamente ligadas. Eles também foram capazes de usar PRSs para estimar a idade em que o uso de cannabis começou e a extensão do uso ao longo da vida de um indivíduo.

Embora este estudo ofereça algumas dicas sobre a ligação entre o uso de cannabis e o sono, mais pesquisas precisam serem feitas para entender por que os efeitos da cannabis e dos canabinoides individuais (por exemplo, THC e CBD) no sono dependem da dose.

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Baixa dose de THC e alta dose de CBD parecem aumentar o sono de ondas lentas e a duração do sono, enquanto alta dose de THC e baixa dose de CBD parecem interferir no sono. Além disso, há muitas evidências de experiências pessoais subjetivas de que a cannabis pode melhorar os distúrbios do sono associados à esclerose múltipla, fibromialgia, DII (Doença Inflamatória Intestinal) e dor neuropática crônica.

Estudos adicionais também precisarão expandir as características dos participantes, pois este trabalho foi limitado a uma análise genética de pessoas, em sua maioria, brancas de ascendência europeia.

Fonte: James Hale/Marijuana Business Daily

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