USP prevê Centro de Pesquisas Canabinoides para 2020

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Antônio Zuardi afirma que as pesquisas em cannabis no Brasil ainda estão "numa fase muito precoce"

O médico Antônio Zuardi, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, lidera os esforços para a construção do novo Centro de Pesquisas em Canabinoides, uma parceria da universidade com a farmacêutica brasileira Prati-Donaduzzi. Em entrevista ao podcast USP Saúde, nesta quinta-feira (23), o docente informou a previsão é que o centro esteja pronto para começar as atividades em 2020:

“Se tudo ocorrer bem, deve terminar sua estrutura física em meados do próximo ano”.

O centro vai funcionar numa ampliação do prédio da Saúde Mental da FMRP e já tem aprovado estudo clínico – investigação em seres humanos – sobre o uso do canabidiol (CBD). O teste será realizado em mais de 120 crianças e adolescentes com epilepsia refratária.

“O canabidiol passou de uma droga aparentemente inativa para uma panaceia, que serve para tudo. Na verdade, não é bem assim. Ele está sendo estudado em uma faixa de possíveis tratamentos terapêuticos muito ampla, que vai desde os efeitos no sistema nervoso central – ansiolítico, antipsicótico, antiepilético – até efeitos anti-inflamatórios, neuroprotetores, para câncer”, explicou o professor Zuardi.

“No entanto, essa faixa de possíveis efeitos terapêuticos, a maioria deles ainda está numa fase muito precoce, de estudos em animais, estudos in vitro, ainda tendo um campo de desenvolvimento muito longo pela frente. Os que já chegaram numa faixa de pesquisa em humanos, é um grupo mais restrito, que tem estudos controlados, grupos cegos. O principal são os efeitos antiepiléticos, mostrando efeitos comprovados em crianças”, conclui o médico.

Na foto, prédio da Saúde Mental da FMRP, onde vai funcionar o Centro de Pesquisas em Canabinoides – Foto: Divulgação

Zuardi diz que o espaço reunirá os trabalhos do grupo de pesquisa de Ribeirão Preto com alas destinadas ao estudo básico de laboratórios e à pesquisa clínica com pacientes e voluntários saudáveis.

Com a criação desse centro, o professor espera que se aumente os estudos colaborativos e os pesquisadores possam levar rapidamente resultados desses conhecimentos para a sociedade, “com redução de sofrimento e melhora da qualidade de vida de pacientes e suas famílias”.

No episódio do podcast USP Saúde, Zuardi também explica qual o atual estado das pesquisas com os canabinoides no Brasil. O programa conta ainda as histórias de duas mães que buscaram nos canabinoides ajuda para tratar os filhos. As duas crianças foram diagnosticadas com Síndrome de Dravet, um tipo severo de epilepsia, mas responderam de formas muito diferentes aos produtos de Cannabis. Há também entrevistas com os professores Erik Amazonas, da UFSC, e Luís Fernando Tófoli, da Unicamp.

Ouça o podcast na íntegra

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