Ao Ratinho, Sérgio Moro diz compreender que a maconha medicinal “tem efeito positivo”

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, foi entrevistado no Programa do Ratinho, do SBT, na noite desta terça-feira (18). O ex-juiz da Operação Lava Jato foi à emissora para se defender das reportagens do portal The Intercept Brasil, que vazou conversas atribuídas a ele e ao procurador Deltan Dallagnol. No entanto, o agora político Moro também falou sobre outros assuntos. Entre eles, política de drogas e até mesmo cannabis medicinal. Ele se mostrou contrário à legalização da planta, mas ponderou que seu uso terapêutico é benéfico.

Durante a conversa, o apresentador perguntou se Moro era “contra ou a favor à liberação da maconha”. O ministro respondeu:

“Não está na agenda do governo a liberação. Eu pessoalmente sou contra. Nós tivemos agora uma operação até relevante com o Paraguai, na fronteira, a Operação Aliança, que foi uma erradicação de vários hectares de plantação. A estimativa é que aquilo tenha levado 1.200 toneladas de maconha erradicadas”.

Ratinho, então, interrompeu o ministro: “mas existem também estudos que dizem que a maconha, se for usada medicinalmente, é um produto bom…”.

“Mas aí é outra história. Se tiver uma questão de diagnóstico e recomendação de que, para aquela doença, a maconha – na verdade normalmente é a substância, o canabidiol, e nem é entorpecente – tem um efeito positivo. Então nesses casos… Mas aí algo bem isolado, não é tráfico de drogas”.

Após essa resposta, Ratinho passou para outra pergunta, e o assunto encerrou. Assista a entrevista completa.

A Operação Nova Aliança, a que Sérgio Moro se referiu, foi uma parceria entre os governos do Brasil e Paraguai, iniciada no dia 30 de maio em Pedro Juan Caballero. A ação durou 12 dias e exterminou 413 hectares de maconha, além de 103 campos escondidos nas montanhas do Amambay. 

Sérgio Moro defende com frequência essas operações em sua conta no Twitter. No dia 3 de maio, o ministro escreveu: “destruir plantações de droga é expediente mais eficaz do que apreender em carregamentos ou já nas mãos do crime organizado”.
 

Foto: SBT/DivulgaçãoFacebookTwitterWhatsAppLinkedIn

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