Busca por registro para cultivo caseiro de cannabis explode na Tailândia

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Estátua de Buda e templo wat mahathat no recinto do parque histórico de sukhothai, Tailândia (Imagem: Freepik/tawatchai07)

Por João R. Negromonte

Depois que as novas regras de cultivo e consumo passaram a valer na Tailândia, autorizando cidadãos comuns a plantar cannabis para uso medicinal e industrial em suas residências, o número de registros recebidos pelo governo aumentou drasticamente, revela a agência reguladora do país asiático. 

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Autoridades relatam que o país já recebeu até agora mais de 120 mil pedidos para o cultivo da planta. Desde de julho deste ano, quando as normas passaram a valer, o crescimento dos acessos à plataforma de registros online, hospedada pelo órgão regulador de lá, teve um volume tão grande que fez com que a agência criasse um segundo aplicativo para a função, destaca o secretário-geral Paisan Dunkum. 

Para fazer o cadastro, os produtores devem realizar um registro simples pelo site da agência, expondo suas intenções com o cultivo, que vai desde o plantio de cannabis para fins medicinais, até a produção e processamento de cânhamo para aplicações industriais. 

Fumar maconha permanece proibido

As regras para este tipo de consumo da cannabis ainda são bem rígidas. A produção de extratos contendo mais de 0,2% de THC, por exemplo, requer licenças de acordo com as leis relevantes antes de serem incluídos nos produtos finais. Também fica terminantemente proibida a venda de cannabis para jovens com menos de 20 anos, mulheres grávidas, lactantes e outros grupos especificados pelo Ministério da Saúde.

O próprio governo, segundo as autoridades de saúde tailandesas, está orientando os cidadãos que não façam o consumo adulto da planta, no qual pode gerar acusações criminais e multas de até US $700. Além disso, as pessoas que forem pegas fumando maconha nas ruas podem pegar pena de prisão de até três meses.  

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De olho no mercado!

Quem também está atento a esse novo nicho de mercado são as grandes empresas, que anunciaram planos para desenvolver negócios de CBD, assim que o cânhamo e a cannabis estiverem fora da lista de drogas perigosas do país sob as mudanças feitas pela nova lei. 

Para elas, atualmente, ainda há regras para investimentos, vendas e importações desses tipos de produtos, estabelecendo normas restritivas que dão apenas aos tailandeses a chance de estabelecer operações, afastando os produtores internacionais do mercado consumidor do país de 70 milhões de pessoas. 

Pioneirismo na Ásia

A Tailândia é o primeiro país do Sudeste Asiático a descriminalizar todas as formas de cannabis e um dos poucos países que estabeleceram o nível de THC para o cânhamo “no campo” em 1,0% em peso seco. A maioria dos países observa 0,3% de THC como a delimitação entre plantas de maconha com alto teor de THC e cânhamo industrial. Tal processo teve início em 2019, quando o governo permitiu que a cannabis fosse cultivada e usada para fins medicinais. Mudanças posteriores também abriram caminho para o processamento de flores de cannabis depois que o governo, no final de 2020, começou a permitir que os  fabricantes produzissem cosméticos à base de óleo e extrato de sementes de cânhamo.

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As cepas de cânhamo tailandês são consideradas de alta qualidade de fibra, enquanto os níveis de THC e CBD são baixos. No entanto, a pesquisa sobre variedades locais é escassa e precisa ser expandida, disse o governo.

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