CEO da Khiron explica as vantagens do mercado peruano de Cannabis

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Valéria França

Empresa global de Cannabis com capital aberto na bolsa, a Khiron anunciou a entrada em mais um mercado latino-americano na semana passada. Com sede na Colombia, a companhia começa a aterrissar no Peru.

“A Khiron tem licença para exportar CBD full spectron da Colômbia para o Peru”, disse Álvaro Torres, co-fundador e CEO da empresa, em entrevista para o Sechat. “Já estamos vendendo Cannabis medicinal para as farmácias magistrais (de manipulação).”

O mercado do Peru é novo. A abertura aconteceu com a nova regulação aprovada no início de 2019. Estrategicamente, a Khiron cultiva e produz na Colômbia, onde os custos são mais baixos que no Canadá. Torres explica abaixo quais as vantagens do Peru.

Pelo que percebi, os negócios no Peru estão caminhando mais rapidamente do que caminhou na Colômbia. Qual as diferenças e vantagens da legislação peruana?
AT: Eu vou começar explicando por duas categorias, cultivo e venda. O Peru ainda está um pouco atrás da Colômbia no que se refere às licenças de cultivo, mas no final terá uma regulação muito parecida.

Então as vantagens estão no campo do comércio?
AT: Sim, no campo do comércio o Peru está mais avançado que a Colômbia. E isso se deve especificamente a criação de dois tipos de categoria de produto. Um deles é o fármaco, registrado e licenciado por um laboratório com todos os testes necessários, como os clínicos de fases 1, 2 e 3. Para dar um exemplo, o Sativex é um fármaco. O outro foi classificado como produto de uso natural de saúde. Trata-se de um fitoterapêutico, com síntese química a partir de substâncias de extração natural. O registro desta categoria é muito mais rápido e fácil que o de um fármaco. Antes da pandemia estava levando dois meses.

Por que o senhor acha que o Peru conseguiu avançar mais do que a Colômbia no quesito comercialização?
AT: No Peru já havia mais conhecimento sobre a Cannabis medicinal, antes mesmo da legislação nova. No πaís já havia o registro de pacientes que importavam o remédio pelo uso compassivo. Outra vantagem é a geografia menos dividida que a da Colômbia, o que facilita a distribuição. A maioria das farmácias – 70% – estão concentradas no em Lima.

A Khiron também vai entrar com os cosméticos da linha Kuida?
AT: Infelizmente não porque a legislação peruana só autoriza a Cannabis medicinal.

Por último, gostaria de saber se o Brasil está nos planos da empresa.
AT: Já estamos trabalhando para registrar nossos produtos de Cannabis medicinal no Brasil. Mas começamos com a exportação de produtos para o atendimento dos pacientes brasileiros de uso compassivo. Fechamos um contrato exclusivo com a Medlive (distribuidora do Sul do Brasil que atende 3.000 clinicas, hospitais e instituições governamentais).

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