Como comer a jabuticannabica brasileira?

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Para Sabaciauskis devem participar das discussões sobre a regulamentação da Cannabis no Brasil todos os atores que tenham envolvimento como o tema (Foto: Arquivo pessoal)

Coluna de Pedro Sabaciauskis*

Essa e uma pergunta que todos do mundo canábico têm a sua própria resposta de acordo com seu interesse.

Mas, na verdade, não há uma receita que contemple a todos. A mais próxima seria o PL 399, que ainda tem alguns ajustes na ‘receita’’ para que todos possam comer sem gosto amargo, principalmente para associações.

E mesmo com tantas possibilidades nesse cardápio, continuamos passando fome. Por que será? Falta de ingredientes? Chefes despreparados? Gostos variados? Sabores desconectados? Sim, acho que tudo isso e mais um pouco.

No cardápio entre tantas opções temos mais de 17 “pratos” que já foram apresentados publicamente, sendo um PL no senado, 15  PLs  nas assembleias legislativas e uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no Supremo. E mesmo com tantas possibilidades nesse cardápio, continuamos passando fome. Por que será? Falta de ingredientes? Chefes despreparados? Gostos variados? Sabores desconectados? Sim, acho que tudo isso e mais um pouco. E como resolver essa fome de forma que tenhamos uma refeição completa com entrada, prato principal, sobremesa e cafezinho?

Simples, sentando todos na mesa pra compartilhar gostos, experiências, receitas, ingredientes, formas e utensílios. E depois de toda essa integração,  irmos pra “cozinha” e fazermos essa grande refeição que atenda todos os “comensais canábicos”.

Você deve estar se perguntando: “cozinha”?

Sim! Uma cozinha que poderia se chamar Câmara Técnica de Regulamentação da Cannabis no Brasil. Chamada Elisaldo Carlini, em homenagem ao maior “chef” sobre o assunto do país!

Essa câmara deverá ser o ambiente de discussão de forma isenta, onde devem participar todos os atores da cannabis no Brasil e todas as instituições que tenham interesse no assunto.

Essa câmara deverá ser o ambiente de discussão de forma isenta, onde devem participar todos os atores da cannabis no Brasil e todas as instituições que tenham interesse no assunto.

Associações, empresas, universidades, conselhos, representantes da agricultura familiar e do agronegócio, laboratórios públicos e privados, e essa lista continua.

Além de concentrarmos interesses em comum, poderemos discutir como fazer da tal jabuticannabica brasileira um grande prato, que todos possam ter acesso de forma rápida, barata, com desenvolvimento social e criação de tecnologia, empresa e renda. Veja o caso de Nova York , que regulamentou a cannabis de todas as formas e teve o capricho de priorizar na lei cargos de trabalho e iniciativas para negros e hispânicos, que representam 90% das prisões relacionadas à cannabis em Nova York, sendo uma forma de compensar esse desajuste social.

Com a Câmara Cannabica Elisaldo Carlini poderemos pegar o que há de melhor nas iniciativas de outros países e tirar algum proveito do atraso que estamos perante o mundo. Na área medicinal, industrial e de uso adulto. 

Com a Câmara Cannabica Elisaldo Carlini poderemos pegar o que há de melhor nas iniciativas de outros países e tirar algum proveito do atraso que estamos perante o mundo. Na área medicinal, industrial e de uso adulto. 

Porque só para lembrar os caros leitores, a cannabis está proibida no papel, pois nas ruas se encontra facilmente em cima de um modelo que custa vidas e, nesse sentido, todas as políticas publicas já se provaram ineficazes.

Agora, pensa em uma festa onde todos possam vir e terá todos os pratos à disposição de todas as pessoas e todos interagindo entre si e construindo um mundo novo onde o social, o capital, o político, o científico e o jurídico construam juntos, respeitando as suas característica e diferenças, mas achando pontos em comum (e tem vários) usando a nossa jabuticannabica como ingrediente desse grande banquete. Não, não é utopia, a cannabis é especialista nisso, em unir. E aliás, no momento é o único caminho. Qualquer caminho fora esse, deixará alguém insatisfeito, com fome, com um gosto amargo na boca!

*Pedro Sabaciauskis é empresário, ativista da Cannabis medicinal, presidente da Santa Cannabis e colunista do Sechat.

As opiniões veiculadas nesse artigo são pessoais e de responsabilidade de seus autores.

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